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sábado, 19 de janeiro de 2013

Vergonhoso! O Congresso foi pego de calças curtas - e não está nem aí

O Congresso foi pego de calças curtas - e não está nem aí Impera na instituição a leniência com os "pequenos desvios" - que na maioria das vezes não são nem pequenos, nem desvios, mas a mais pura ilegalidade.
Senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN)

Gabriel Castro e Laryssa Borges, de Brasília
Renan Calheiros (à esquerda) e Henrique Eduardo Alves: conchavo e fisiologismo (Dida Sampaio/AE e Beto Barata) Corria o ano de 1949. Com pose de estátua de bronze, o deputado Edmundo Barreto Pinto exibia seus dotes em um ensaio fotográfico na revista O Cruzeiro. Após a garantia de que seriam registradas somente imagens da cintura para cima, o parlamentar se livrou das calças para amenizar o calor. Publicadas com destaque na edição seguinte da revista, as cenas ridículas com as roupas de baixo expostas foram suficientes para que ele se tornasse o primeiro parlamentar a ter o mandato cassado pelo Congresso Nacional. Motivo: quebra do decoro parlamentar. Não que Barreto Pinto, um dos suplentes de Getúlio Vargas, fosse exatamente um bastião da ética – a própria reportagem que acompanha a foto do congressista revela o esconderijo do cofre do parlamentar: “Os ladrões que lerem esta reportagem não devem se esquecer: é o quarto escritório, o primeiro à esquerda de quem vai”. O Cruzeiro/Reprodução. Leia a matéria completa em Veja.com.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Uma Lei para a Internet (III)

Por Hildeberto Aleluia, jornalista
 
Conflitos e confusão é o que não faltam na ausência de uma Lei para a internet no Brasil. IP quer dizer Identificação Pessoal do seu computador. Cada computador tem m número e através dele você jamais estará incógnito na rede. VoIP significa o tráfego de voz, ou uma ligação telefônica feita por computador que hoje pode-se realizar gratuitamente através de serviços como o Skype. Acontece que as teles torcem o nariz e não gostam nem um pouco dessa história. Por elas esse tipo de serviço deveria ser pago também. Isso para não falar em aplicativos como o VIBER onde você consegue falar através de ligações gratuitas para qualquer lugar do mundo, desde que seu interlocutor tenha baixado no seu celular o mesmo aplicativo, e enviar SMS na quantidade que você desejar, e tudo isso sem pagar um tostão a ninguém. Existem dezenas de aplicativos como esses no mercado. É uma briga de gigantes que nem a Anatel, Agencia Nacional de Telecomunicações, órgão criado pelo governo para ser a agência reguladora do setor de telecomunicações no Brasil, não consegue resolver. É exatamente como foi durante muitos anos a dúvida de quem iria cuidar dos jacarés brasileiros. Como ele é anfíbio os legisladores das primeiras normas ambientais em meados do Século XX esqueceram-se de definir quem iria cuidar do bicho. E ficou a confusão: era o setor que cuidava de florestas ou o que cuidava do setor aquático? Com a importância que o meio ambiente, como um todo, adquiriu nas últimas décadas e as atualizações realizadas nas leis e normas ambientais o jacaré acabou por encontrar proteção específica no IBAMA, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente.
Com a internet não esta sendo diferente. Os ajustes realizados pelo relator do projeto Deputado Federal Alexandre Molon (PT-RJ) e que tramita no Congresso Nacional em Brasília com o nome de Marco Civil para a Internet, foi acrescentado ao texto algo como “neutralidade na rede, onde nenhuma empresa poderá diferenciar serviços e usuários na rede”. Isso se refere, entre outros assuntos, às operadores de telefone que tentam e conseguem colocar dificuldades no uso do sistema de transito de voz sobre IP para celulares. Tudo isso, como expliquei acima, porque o serviço é gratuito.
Essas questões foram abordadas em matéria assinada pelo jornalista Danilo Fariello, a partir de Brasília, pelo jornal O Globo, do Rio de Janeiro, na sua edição de 12 de julho de 2012, no caderno de economia, à página 26. A quem caberia mediar, ajustar e deliberar sobre tais conflitos? Perguntou a matéria do jornal O Globo.
No próprio Congresso Nacional há quem defenda que este assunto fique a cargo da Anatel. Outra corrente defende que o assunto fique na órbita do Conselho Gestor da Internet no Brasil, o CGI.br que a exemplo de todos os países do mundo, possui um conselho gestor para a internet. O nosso foi criado no ano de 1995 e reúne iniciativas ligadas ao setor com a participação do governo, empresas, gente do terceiro setor e especialistas. Nos ajustes realizados pelo Deputado Molon como relator do Marco Civil para a Internet o governo defende que o CGI tenha menos poder de que anteriormente lhe foi atribuído na versão que partiu do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas, a FGV, do Rio de Janeiro. Por este Centro, nas palavras de seu técnico Bruno Magrani o CGI deveria atuar como órgão consultivo. Na ocasião o Deputado Molon declarou ao repórter Fariello que iria defender “um papel para o CGI mais preciso, de forma que não se possa alegar que ele vai avançar para além do seu papel”. Ora, esta declaração do Deputado não quer dizer nada, mas pode muito bem ser entendida como a defesa de mais poder para a Anatel como deseja o Executivo Federal. O Deputado Molon conclui na mesma matéria publicada pelo jornal observando que o texto final traz novidades “também para garantir mais transparência dos termos de uso dos provedores e normas menos controversas para a remoção de conteúdo a pedido de pessoas, que por exemplo, se sintam caluniadas por informação disponível na rede”.
O Deputado Molon concluiu seu parecer e iria encaminhar o projeto para votação em plenário no final de julho passado. Mas veio o recesso do Congresso Nacional acompanhado das campanhas para as eleições municipais de outubro, dia 7, de 2012. Até lá não haverá quorum para se votar nada no Congresso.
De tudo que li e pesquisei sobre as contribuições que foram incorporadas ao Projeto de Lei conhecido como Marco Civil da Internet para ele serão destinados todo tipo de delito na rede. Fica difícil conceber numa mesma Lei as penalidades previstas para assuntos eminentemente técnicos, como é o caso do VoIP, a reclamações sobre sites de compras. Alguns destes defendem abertamente que eles não devem ter um telefone disponível para os usuários pois não se encaixam na prática de prestadores de serviços. Se um site de compra e venda não se considera um prestador de serviço é necessário que exista um artigo de uma Lei, específico, sobre este assunto para que o consumidor não fique ao Deus dará como se encontra atualmente nesse caso. Esse é apenas mais um aspecto a merecer do Congresso Nacional mais atenção e mais estudos e uma busca de contribuições mais abrangente antes da votação do Marco Civil. Pelo andar da carruagem o projeto será alcançado por aqueles grupos de poder na área empresarial e por outros que conhecem os escaninhos do Congresso na hora de defender seus interesses. A imensa parte da população, aquela que é apenas usuária dos serviços continuará dependendo do entendimento genérico do Poder Judiciário para se defender se por acaso tiver seus direitos violados. E necessitará também de um bom advogado para esquadrinhar leis e códigos em busca de enquadramento para a sua queixa.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

CNJ quer fixar critérios para cobrança de custas judiciais

O texto prevê um percentual máximo seria de 2% na primeira instância e de 4% em caso de recurso aos tribunais

Fonte| Jornal do Brasil - Quinta Feira, 24 de maio de 2012
http://jornal.jurid.com.br/img/backgrounds/box-indicar-sombra.jpgTermina no próximo dia 31 o prazo para que os interessados encaminhem ao Conselho Nacional de Justiça sugestões de aperfeiçoamento à proposta de fixação de critérios para a cobrança de custas judiciais em todo o país. O texto, elaborado sob a coordenação do conselheiro Jefferson Kravchychyn, prevê o cálculo das custas com base no valor da causa. O percentual máximo seria de 2% na primeira instância e de 4% em caso de recurso aos tribunais.

Kravchychyn lembra que se trata de uma proposta aberta a sugestões durante a consulta pública, ao fim da qual será levada ao plenário do CNJ, onde estará sujeita a novas alterações. Se aprovado pelos conselheiros, o projeto será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, que avaliará a conveniência de encaminhá-lo ao Congresso Nacional.

O objetivo da proposta é estabelecer parâmetros para o cálculo das custas. Hoje, cada tribunal utiliza um critério diferente para estipular o valor. Com isso, há grandes discrepâncias de valores, com prejuízo para o usuário dos serviços judiciais. A criação de padrões daria maior transparência, racionalidade e organicidade à cobrança de custas judiciais.

Na página do CNJ estão disponíveis o texto da proposta e um estudo sobre o custo das ações judiciais nos tribunais de justiça dos estados. O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o programa JavaScript enabled para vê-lo.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

AC MINAS HOJE - Resumo das principais notícias

Empresários mineiros propõem reforma política
Uma reforma política profunda seria a única solução definitiva e sustentável para os problemas relacionados à corrupção no Brasil. A proposta é defendida por empresários mineiros que se reuniram na última terça-feira, na sede da Associação Comercial e Empresarial de Minas Gerais (ACMinas), com o objetivo de debater o assunto e aderir à Frente Suprapartidária de Combate à Corrupção e à Impunidade, encabeçada por senadores no Congresso Nacional.Na avaliação do vice-presidente da ACMinas, Lindolfo Paoliello, é importante que não somente as entidades de classe do Estado, mas que todo o empresariado mineiro e a sociedade civil se engajem na busca pelo combate definitivo da corrupção. Segundo ele, a exemplo disso, ao longo de seus 110 anos de atuação, a entidade tem se pautado por princípios éticos, a partir de uma filosofia baseada no jeito mineiro de ser.”Essa questão da ética e da preservação dos valores morais está na essência da Associação. Isso tem sido demonstrado não só no dia-a-dia da casa, mas também por meio de movimento efetivos em períodos especiais. Desta forma, a entidade tem demonstrado efetivamente qual sua posição, com destaque para o cultivo da ética, do direito e da justiça”, explicou. (Diário do Comércio – 25/08/2011). Clique aqui para continuar.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Lançamento da 27ª INFORUSO

O presidente da Sucesu-MG, Marcos Calmon, anunciou oficialmente, no dia 12 de julho, durante  coquetel realizado no Espaço Veuve Cliquot da Pizzaria 68, o lançamento do maior evento de Informática e Telecomunicação de Minas, a Inforuso 2011.

Diante de uma platéia repleta de empresários, fornecedores, CIOs (chief information officers) ,imprensa especializada, vice-presidentes e diretores da entidade, Marcos apresentou o novo formato do evento. Completamente distinto  das edições anteriores em que o evento sempre acontecia conjugado com uma feira; a 27ª. Inforuso 2011 será realizada nos conformes de um congresso, que oferece uma grade de palestras ministradas por convidados renomados, além de, um espaço de networking e outro de convivência.

Para Calmon, a importância de se fazer o lançamento é poder mostrar que a Sucesu está trabalhando em prol da TIC mineira. “Reunir pessoas que têm o poder de decisão nas mãos, em um único lugar, é fantástico. Apresentar a Inforuso para este público é sinônimo de que queremos transformar inovação tecnológica em inovação de negócios. Tenho certeza de que iremos quebrar paradigmas com este evento”, comenta.

Segundo o presidente do Grupo de CIOs da Sucesu-MG, Jamir Teodoro, a importância da Inforuso 2011 é a de promover aos participantes  oportunidades de bons negócios. “O que se espera de um evento como este é transformá-lo em uma grande referência nacional, para que com isso o mercado mineiro de tecnologia se torne cada vez mais fortalecido”, afirma.

O maior evento de Informática e Telecomunicação do estado, a Inforuso, já tem data e hora para acontecer. Será no dia 08 de novembro, das 8h às 23h, no Hotel Ouro Minas.
Fotos de Túlio Costa
Camila Coutinho, Rogério Garchet, Aristóteles Lorêdo
Elaine Mendonça, Roberto Francisco, Luis Cláudio Alberto, Afonso Kalil, Márcio Tibo, Marcos Calmon
Adicionar legendaLuciano Azevedo, Jamir Teodoro, Deciomar Magalhães
Valério Coelho, Carlos Eduardo da Silva, Dimas de Paula e Rosália Paraíso
Nathan Lerman entre Suzely Ortênzio e Fernanda Siqueira
Convidados durante o coquetel
Convidados durante a apresentação da INFORUSO 2011

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Operação "ficha limpa" é vitória política e moral da sociedade brasileira

26/05/2010
 Manifestantes "lavam" o Congresso Nacional para pressionar pela aprovação do projeto "ficha limpa"

Foi uma petição impressionante e inédita no Brasil. Mais de um 1,5 milhão de eleitores a assinaram; mais de 3 milhões a apoiaram na internet. E essa iniciativa popular, prevista pela Constituição, tornou-se lei, votada por unanimidade pelos deputados e senadores. Uma lei anticorrupção, com um nome simbólico: ficha limpa.
E o que ela diz? Que toda personalidade política condenada em primeira instância por órgão colegiado - a sentença de um único juiz não basta - por corrupção eleitoral, compra de votos ou desvio de verba será inelegível por oito anos. Essa sanção também afetará os espertinhos que, até agora, renunciavam ao cargo para escapar da justiça.

A adoção da lei “ficha limpa” é uma vitória política e moral espetacular da sociedade civil em um país onde a corrupção e seus corolários - nepotismo, clientelismo, favoritismo - corroem a vida pública em todos os níveis, dos ministros aos mais modestos vereadores. A opinião mostrou com impacto que ela não quer mais ser representada por políticos de “ficha suja”.

Tudo começou em setembro de 2009, quando o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), uma rede de 44 associações, apresentou sua petição à Câmara dos Deputados em Brasília. Uma iniciativa apoiada pela Igreja e por vários jornais. Dois meses depois, vídeos comprometedores mostravam o governador do Distrito Federal de Brasília, José Roberto Arruda, membro da oposição, recebendo gordos maços de dinheiro. Ele renunciou e passou dois meses na prisão.

Esse enésimo caso legitima um pouco mais a cruzada civil cuja dimensão pegou de surpresa a classe política. Ela se popularizou pela internet por meio do site Avaaz.org, movimento mundial que promove campanhas democráticas online. O texto da lei transitará entre as duas Assembleias durante oito meses.
Alguns políticos chiam, outros hesitam. Um senador teve a infelicidade de declarar que esse projeto “não é prioridade”, logo causando uma reação em massa da imprensa. Com a aproximação das eleições presidenciais e parlamentares de outubro, é definitivamente difícil ir contra uma corrente de opinião como essa. Por fim, os políticos pegaram o bonde andando e adotaram a lei em uma estranha sessão de autocongratulação coletiva.
Sua votação oportunista é uma homenagem do vício à virtude. Pois a Justiça tem uma grande clientela no Congresso Federal. Segundo o site Congresso em Foco, 150 parlamentares - 129 deputados e 21 senadores - têm pendências com o Supremo Tribunal Federal. Ou seja, um em cada quatro congressistas. Um deles é até acusado de estupro. Quase o mesmo número é alvo de uma investigação do Tribunal de Contas brasileiro.

Na lista da ONG Transparência Internacional, o Brasil ocupa, em matéria de corrupção, uma posição média: 75º lugar, em 180. Mas sua imagem sofre com a impunidade na qual é campeão. Desde a votação da Constituição, em 1988, o Supremo Tribunal condenou um único deputado federal. E mesmo assim, muito recentemente: nove anos após os fatos e doze dias antes de sua prescrição. Esse deputado pagou uma multa ridiculamente baixa em relação às somas que desviou quando era prefeito; e manterá seu mandato até as próximas eleições.

Nenhum político foi preso após o enorme escândalo do mensalão, que em 2005 quase provocou a renúncia do presidente Lula. Seu partido comprava generosamente os votos dos deputados aliados. O ex-chefe de Estado, Fernando Collor, cassado por corrupção em 1992 e destituído de seus direitos civis por oito anos, voltou ao Congresso, como senador. No Brasil, pecado de dinheiro não é mortal. E pratica-se muito a redenção.

Entretanto, a corrupção custa caro ao Brasil. Segundo recente estudo oficial, ela lhe custa quase US$ 40 bilhões por ano. Ela freia o crescimento, entrava a produtividade e envenena o ambiente para negócios.

É um objeto privilegiado de análise. Historiadores e sociólogos apontam para a tradição “patrimonial” herdada do antigo império, onde bens públicos e interesses privados confundem-se e onde a carreira política é vista primeiramente como um meio de enriquecer.

No Brasil, o respeito ao serviço público, o sentido do interesse geral e o pacto entre o contribuinte e o Estado têm dificuldade em prevalecer sobre os laços de dependência, as relações de clientelas ou as trocas de favores.

Para os iniciadores da campanha, a luta continua. Eles dizem que seu texto é só a primeira etapa de uma grande reforma política, prometida e depois abandonada por Lula, que codificaria, entre outras coisas, o financiamento das campanhas eleitorais.

Será que eles conseguirão vencer os velhos tropismos - ignorância, indiferença ou desconfiança - que mantêm o fatalismo da maioria em relação às tentativas de moralização política? A nova lei só se aplicará no momento das eleições municipais de 2012. Até lá, os “fichas sujas” ainda têm um pouco de tempo para suas manobras. Tradução: Lana Lim Cique aqui para ler a versão original em francês.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Caiado: Governo ameaça parlamentar para não criar CPI do MST

Marcela Rocha - http://www.terra.com.br/
O Senado já conseguiu. Agora falta a Câmara. A criação da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para investigar repasses públicos para financiar ações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e outras entidades sociais precisa de pouco para conquistar as 171 assinaturas necessárias. O líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (DEM-GO) é responsável junto a Ônix Lorenzoni (DEM-RS) pela tarefa na Casa. Para ele, a captação foi lenta devido a "ameaças do governo":
- O governo está ameaçando não repassar verbas, ameaçando o parlamentar que tenha algum caso (complicações) no Governo Federal, ameaçando com retaliações na campanha do ano que vem. Todo esse tipo (de ameaça) está sendo utilizado para inibir os parlamentares. Leia a notícia completa.

Comentário Daqui Dali News: Envie uma mensagem para o deputado que recebeu o seu voto nas últimas eleições e cobre dele o apoio para a criação da CPI para investigar repasses de dinheiro público para o MST! Se você preferir, faça aqui seu comentário e o enviaremos! Você pode também enviar uma mensagem para toda a bancada de seu estado! Participe, cobre ações do Congresso.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Projeto de origem popular que impede candidato ficha suja será entregue na Câmara

Extraído de: Agência Brasil - 22 horas atrás

Brasília - O projeto de iniciativa popular que impede a candidatura de políticos com a "ficha suja" será entregue ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), na terça-feira (29)¹. O projeto torna inelegíveis candidatos com condenação em primeira ou única instância e também os que tiverem a denúncia recebida por um tribunal ou que renunciaram a seus mandatos para escapar de punições.
O projeto ainda propõe que crimes de colarinho branco sejam julgados por um órgão colegiado e não por um único juiz e que o político ameaçado de cassação que renuncie ao mandato fique inelegível por oito anos.
Para que essas regras passem a valer a partir da próxima eleição (2010), seria necessária a aprovação do projeto até o dia 2 de outubro.
As assinaturas recolhidas -1,3 milhão -fizeram parte da campanha Ficha Limpa, da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O dia da entrega das assinaturas marcará os dez anos da primeira lei de iniciativa popular do Brasil - a Lei 9.840/99 - que trata do combate à compra de votos e do uso da máquina pública nas campanhas eleitorais. Autor: Priscilla Mazenotti- Repórter da Agência Brasil
Nota¹:  A Câmara já recebeu o material.

Opinião Daquidalinews:
O presidente da Câmara dos Deputados, quando recebeu a grande massa de folhas de assinaturas declarou que o Legislativo poderia alterar a solicitação para que houvesse impedimento apenas quando o processo contra o candidato já houvesse tramitado e finalizado em estância superior, com voto colegiado. Isto, como sabemos, levaria anos e o candidato poderia se eleger, exercer o mandato e até mesmo pleitear reeleição enquanto o processo não terminasse!
O que nós eleitores podemos fazer? Cassar imediatamente o candidato através do voto! Antes de votar, cada eleitor pode verificar se existe alguma pendência judicial de seu candidato na internet e mesmo através da imprensa oficial. Assim que obtiver qualquer informação sobre o candidato, repassar via email para o maior número possível de pessoas, mostrando, evidentemente, a fonte. Lembre-se de que para exercer qualquer cargo público, através de concurso, é necessário estar com a "ficha limpa". Por que os deputados querem ser exceção e ampliar o "benefício" a todos os cargos eletivos pelo voto popular?

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Para pensar...

O que representa uma base militar norte americana na América do Sul pelas portas da Colômbia? Em todo o planeta, onde há base americana, há conflitos belicosos, há trânsito de armas de guerra, há perigo!

Os interesses dos americanos na América do Sul, particularmente do Brasil, estão na Amazônia e não necessariamente apenas no narcotráfico. Isto é o que minha intuição me diz, através de várias informações captadas ao logo dos últimos anos e sobre as perspectivas ambientais do planeta. A nossa paz está ameaçada com as tropas americanas na Colômbia e Chavez na Venezuela com ligações amistosas com a Rússia, que lhe fornece armas e com o Irã. Posso estar errada, mas esta é a leitura que ora faço.

Em nosso congresso onde se deveria estar discutindo pautas de interesse do povo brasileiro e, principalmente, sobre nossa soberania e segurança, já estão em guerra sucessória. Uma guerra pessoal ridícula de vaidades pelo poder e supostamente pelo decoro. Decoro? Já se perdeu o decoro há muito tempo. No Congresso Nacional não tem havido decoro, não há respeito, há confusão, baixo nível e nebulosidade. Avista-se o fundo do poço.

Incrível como os fins justificam os meios para os três poderes. No Palácio do Planalto está um homem que conseguiu lá chegar batendo firme no Sarney, Collor e Fernando Henrique, agora só falta uma aliança com FHC para o time ficar politicamente mais estranho ainda, amorfo e incompreensível.

Falta mesmo é investimento na educação e cultura de nosso povo para que aprenda a eleger seus representantes e compreender o real significado de uma democracia. Falta-nos uma Constituição pertinente, coerente, enxuta e que seja de conhecimento geral desde à primeira infância. Para a maioria dos nossos políticos, falta patriotismo, seriedade e decoro.

sábado, 1 de agosto de 2009

Um "empurrão" na Saúde dos Americanos

Sofrendo uma considerável queda em sua aprovação como presidente, segundo recente pesquisa, Obama, que herdou a pior situação já vivida pelos herdeiros do Tio Sam (que não dormem no ponto! Após as eleições cobram imediatamente por resultados e não aceitam embromações.), foi ao Congresso buscar aprovação para o projeto bilionário que lá se encontra bloqueado. Por 50 minutos ocupou a tribuna conclamando apoio tanto dos congressistas como do povo americano para a aprovação do projeto que vai melhorar o sistema de saúde, cuja reforma é a sua prioridade. Os americanos têm um dos mais caros sistema de saúde e um dos piores em cuidados oferecidos pelos países considerados desenvolvidos. O presidente quer reduzir os enormes custos e levar os cuidados de saúde a quase 46 milhões de americanos que sofrem sem qualquer tipo de cobertura! A saúde é uma prioridade entre as promessas de campanha do presidente democrata.

Obama declarou compreender o cepticismo e prometeu que o projecto será assinado este ano. "Eu sou o Presidente e penso que isto tem de ser feito." disse e continuou: "Vamos passar uma reforma para diminuir os custos, encorajar a liberdade de escolha e criar uma cobertura em que todos os americanos possam contar. E faremos isso este ano".

Outra grande preocupação na saúde dos americanos é a obesidade que aumenta de proporções desde à infância até a idade madura. Campanhas têm sido detonadas com pouco resultado.

Minha observação pessoal durante os dias que estive na Califórnia: crianças e adultos parecem "ruminar" o dia inteiro: nas ruas, nos ônibus, trens e locais públicos como os parques, por exemplo. Comem o dia inteiro! Vários locais colocam avisos de proibição para comidas e bebidas em seus interiores. Pelo que percebi, os "snacks" não são nada saudáveis e têm elevadas calorias.

Sofrendo na pele uma baixa no poder aquisitivo, as consequências de uma crise financeira avassaladora, o povo americano não aceita vacilo e acompanham o trabalho de seus candidatos tanto na presidência da república como no Congresso. Completamente diferente de nós aqui no Brasil, que após elegermos nossos candidatos, por eles somos massacrados com escândalos e favoritismos. Tratam-nos como os antigos reis, que arrancavam o sangue dos súditos com os impostos e nenhum retorno.

Pensei acompanhando os acontecimentos pela Internet: será que desta vez pegam o Sarney de jeito? Será que ele vai devolver aos cofres públicos tudo que deve ao povo brasileiro? Seu reinado político protecionista chegará ao fim? E quanto aos seus companheiros? E os outros congressistas? Continuaram impunes? A sedução aos eleitores ignorantes e os da classe menos privilegiada continuará?

Será que um dia haverá ética, decoro e decência no Congresso brasileiro? Estarei viva ainda? Bem, este é o meu sonho. Um Congresso do povo para o povo. Cada poder atuando decentemente de acordo com seus regimentos e segundo a nossa ajustada Constituição. Os nossos elevados impostos sendo adequadamente aplicados em benefícios dos cidadãos brasileiros nos transportes, saúde, educação e serviços públicos de um modo geral?