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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

TCU investiga nomeação de marido de Ideli para posto nos EUA

05/10/2015
 às 15:19

Na VEJA.com:
O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga a nomeação do marido da ex-ministra Ideli Salvatti, o segundo-tenente músico do Exército Jeferson da Silva Figueiredo, para o cargo de ajudante da Subsecretaria de Serviços Administrativos e de Conferências na Junta Interamericana de Defesa. Figueiredo teve sua transferência assinada em 5 de agosto pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner, a pedido de Ideli.
“O fato causa preocupação, especialmente porque se sabe que as nomeações de militares para o exercício de missões no exterior passam por rigoroso processo de seleção”, afirma o ministro substituto André Luís de Carvalho, autor do pedido de investigação, aprovado em plenário. Figueiredo deveria assumir o novo posto no domingo, em Washington, nos Estados Unidos.
Na última quarta-feira, o TCU aprovou em sessão secreta o envio de ofícios para que o Ministério da Defesa e o Exército esclareçam os critérios da transferência e solicitou a cópia de todo processo de indicação, escolha e nomeação do militar. O Tribunal também pede informações sobre o custo da mudança.
A transferência correu após a nomeação da ex-ministra Ideli para ser assessora de Acesso a Direitos e Equidade da Organização dos Estados Americanos (OEA). Para não viver separada do marido, a ex-ministra inicialmente procurou o Exército para pedir a transferência. Sem sucesso, Ideli recorreu então a Wagner e foi atendida. Na nova função, Figueiredo deverá receber 7,4 mil dólares, o equivalente a cerca de 30 mil reais mensais, por uma jornada de trabalho de 32 horas semanais. Ele tem direito a uma ajuda de custo para sua transferência de 10 mil dólares, cerca de 40 mil reais.
O TCU pediu ainda à Defesa e ao Exército informações sobre a viagem oficial feita por Figueiredo à Rússia, em 2014. Ministros querem saber as razões que levaram à escolha do oficial para a missão, o total gasto e a comprovação de que ele tinha habilitação para participar da viagem.
Figueiredo era um dos dez integrantes de uma missão à Rússia para avaliar o sistema antiaéreo Pantsir-S, que o Exército brasileiro estava interessado em comprar. Sua habilitação para a função foi questionada, mas ele explicou que fora escolhido porque dominava o idioma.
Por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Estudante desabafa sobre o FIES

Kênia Lima, 
Estudante de Medicina da Multivix - ES

“Nós, estudantes, viemos fazer um pedido de socorro e de justiça, pois o nosso direito à educação está na iminência de ser violado pelo Ministério da Educação(MEC) por meio da portaria 21, do dia 26 de dezembro de 2014.

A presidente Dilma, durante toda a sua campanha, disse que a educação seria prioridade no seu governo, conquistando o voto de muitos estudantes. Entretanto, assim que reassumiu o cargo, fez cortes drásticos nesse setor, com destaque para o financiamento estudantil( FIES), do qual tirou um valor considerável de verbas. Para tanto, aprovou a portaria 21, que estipula uma nota mínima de 450 pontos no Enem e nota maior que zero na redação como exigências para se obter fies, o que eliminará 20% da demanda por esse benefício.

O problema é que a forma como essa portaria foi imposta violou nossos direitos de acesso à educação. O Enem foi realizado em novembro e a lei lançada em dezembro. Ou seja, fomos aprovados nas universidade particulares e nos preparamos para tanto tendo por base as regras antigas, que exigiam apenas que fizéssemos o Enem de qualquer edição a partir de 2010, sem estipulação de nota mínima. Assim, muitos estudantes não fizeram a redação do Enem, pois ela tem peso zero em algumas universidades federais( como a UFES) e até então não era exigida para ingresso no fies, muito menos a média de 450 pontos. Se nos preparamos quando vigoravam as regras antigas, são elas que nos deveria ser impostas.

O Ministro da Educação afirmou que nenhum estudante será prejudicado, pois essa portaria valerá apenas para estudantes que se cadastrarem no FIES a partir de 30 de março de 2014. Esse é o prazo de noventa dias para que uma população se adeque a novas leis. Entretanto, tal prazo está sendo violado pelo MEC, pois o site do FIES está fora do ar para novos cadastros e com prazo de ´manutenção' indeterminado. Em todos os anos anteriores, tal site ficava pronto nos primeiros dias de janeiro. O Ministro deu a entender que o site pode ficar pronto quando as novas regras já vigorarem, dizendo primeiro que o site ficará pronto até 30 de março e depois que isso ocorrerá até o fim do ano.
Para piorar, o Ministro da Educação ameaça mudar novamente as regras do fies para nós que já estamos matriculados, de modo a transformar o fies em um processo como o PROUNI e o SISU, por meio da imposição de uma nota de corte no Enem. Além disso, está em conflito com as universidades particulares, visando a uma mudança no contrato para repassar apenas oito mensalidades anuais para elas em vez das doze.

Enquanto isso, a rotina dos estudantes é acessar a página do fies todos os dias, a tensão, o desespero, a falta de fome.Vários jovens estão desnorteados. Cada mês que passa é uma mensalidade nova que chega. Muitos, sem condições de pagar essas mensalidades, não veem outra alternativa a não ser largar o curso. Outros ainda se arriscam e permanecem no curso, sem saber se terão o financiamento e correndo o risco de se endividarem se não o obtiverem.


Nós fazemos um pedido de apelo, contando com a ajuda do Ministério Público, das emissoras de televisão, da ordem dos advogados, do supremo tribunal federal, dos nossos educadores, dos pais, das mães. Enfim, de todo o povo brasileiro. Queremos o nosso direito à educação, queremos justiça, queremos que a presidente cumpra o que disse em sua campanha, queremos educação. E, para tanto, não é nada mais justo que sejamos aprovados no fies por meio das regras antigas, para as quais nós, que já estamos matriculados em instituições particulares de ensino, nos preparamos. Esperamos, também, que o site volte ao ar imediatamente para novos cadastros e que o governo devolva as verbas destinadas ao FIES para não sermos prejudicados.”


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Que o discurso da austeridade seja sincero (Editorial - O Globo)


Economia - 04.02.2014

Com a economia brasileira cercada por incertezas, refletidas em análises elaboradas dentro e fora do país, a presidente Dilma aproveitou a abertura do ano legislativo, ontem, para fazer o indicado: na tradicional mensagem da Presidência ao Congresso, concedeu o destaque necessário ao combate à inflação e ao controle de gastos.
Era o mínimo que se esperava. Há pouco, talvez inspirada por assessores atentos apenas aos embates político-eleitorais, a presidente tachou de “guerra psicológica” o vagalhão de críticas à leniência no seu governo com a inflação e a responsabilidade fiscal. A presidente não voltou a tocar no assunto. Deve ter percebido que não iria muito longe por este caminho. Como aplicar as teorias conspiratórias em avaliações sustentadas em tantos dados objetivos?
Argumenta-se, em defesa do Planalto, que o Brasil não é o único emergente a padecer dos efeitos dos cortes que os Estados Unidos começam a fazer na sua política de “afrouxamento monetário”, já com menos US$ 10 bilhões mensais.
África do Sul, Índia, Indonésia, Brasil e Turquia, com suas respectivas desvalorizações cambiais, foram apelidados em Wall Street de Cinco Frágeis. Mas não estar sozinho na relação das economias sob atenção não resolve o problema do país nem do governo.
E, para complicar, encontramo-nos no mesmo continente das aberrações econômicas da Argentina e da Venezuela, aliados estratégicos do Planalto. Também não será apenas discurso que acalmará os investidores, financeiros ou não. Já havia sido feita uma profissão de fé na seriedade fiscal, e mesmo assim, como acaba de ser informado, o superávit primário do Brasil, no ano passado, de 1,9% do PIB, foi o menor em 12 anos, muito distante da meta de 3,1%.
Tem-se a impressão de que, discursos à parte, o governo tratou mesmo de executar a “nova matriz econômica”, até se convencer de que errara ao manter os juros baixos mesmo com sinais preocupantes da inflação, ao injetar pressão crescente no consumo e sustentar uma taxa de câmbio baixa. Por caminhos semelhantes, a Argentina está prestes a explodir mais uma vez.
Ainda bem que o Banco Central passou a agir, quando estava mais que evidente que a inflação tendia a se engessar em perigosos 6%, e o déficit externo já emitia sinais de alerta.
Coloca-se sobre a mensagem presidencial um grande e sugestivo ponto de interrogação: agora será para valer? No ano passado, não foi, mostram as taxas de crescimento dos gastos federais (13,6%) e da arrecadação (11,2%), mesmo com todas as receitas extraordinárias. Não será fácil resolver uma equação que pressiona o Planalto a fazer uma política de gastos de fato séria, enquanto os objetivos eleitorais puxam o governo para o outro lado.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Bolsas e mais bolsas. A corrida à Caixa.

Defesa da Classe Média
Marilena Chaui
RODRIGO CONSTANTINO
Todos vimos, chocados, uma turba ensandecida invadindo agências da Caixa em diferentes estados, após rumores de suspensão do pagamento do Bolsa Família. Impressionou o fato de que a maioria ali era bem nutrida, em perfeitas condições de trabalho em um país com pleno emprego.
Uma  das beneficiadas pelo programa, em entrevista, reclamou que a quantia não era suficiente para comprar uma calça para sua filha de 16 anos. O  valor da calça: trezentos reais! Talvez seja parte do conceito de ”justiça social” da esquerda progressista garantir que adolescentes tenham roupas  de grife para bailes funk.
Não quero, naturalmente, alegar que todos aqueles agraciados pelas benesses estatais não precisam delas. Ainda há muita pobreza no Brasil, ao  contrário do que o próprio governo diz, manipulando os dados. Mas essa pobreza tem forte ligação com esse modelo de governo inchado,  intervencionista e paternalista. Clique aqui para continuar a leitura. Fonte: Veja.com.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Caiado: Governo ameaça parlamentar para não criar CPI do MST

Marcela Rocha - http://www.terra.com.br/
O Senado já conseguiu. Agora falta a Câmara. A criação da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para investigar repasses públicos para financiar ações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e outras entidades sociais precisa de pouco para conquistar as 171 assinaturas necessárias. O líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (DEM-GO) é responsável junto a Ônix Lorenzoni (DEM-RS) pela tarefa na Casa. Para ele, a captação foi lenta devido a "ameaças do governo":
- O governo está ameaçando não repassar verbas, ameaçando o parlamentar que tenha algum caso (complicações) no Governo Federal, ameaçando com retaliações na campanha do ano que vem. Todo esse tipo (de ameaça) está sendo utilizado para inibir os parlamentares. Leia a notícia completa.

Comentário Daqui Dali News: Envie uma mensagem para o deputado que recebeu o seu voto nas últimas eleições e cobre dele o apoio para a criação da CPI para investigar repasses de dinheiro público para o MST! Se você preferir, faça aqui seu comentário e o enviaremos! Você pode também enviar uma mensagem para toda a bancada de seu estado! Participe, cobre ações do Congresso.