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domingo, 24 de janeiro de 2016

A crônica de estreia de Tio Barnabé

Cultura  10:24

Texto extraído de O antagonista.com

A partir deste domingo, O Antagonista passará a publicar uma série de crônicas sobre Brasília, fonte de nossos males e aflições (inclusive para a maioria dos brasilienses). Quem as assina é Tio Barnabé, pseudônimo de um mineiro de Paracatu, já falecido, que trabalhou a maior parte da sua vida no Superior Tribunal Militar.
O seu sobrinho propôs ao Antagonista que as publicasse, com o seguinte argumento: "Encontrei umas coisas escritas em cadernos Tilibra sem pauta, com caneta Parker 51 antiga. Achei engraçadas, às vezes desarrazoadas e outras tantas cogitei se não seriam anotações de alguém com transtorno de humor. De todo modo, a letra é boa, o espaçamento adequado, quase sem borrões e dá impressão que escreve de golfada. O lugar mais apropriado me pareceu ser a publicação em O Antagonista, afinal creio que a leitura de contexto, barba, cabelo, bigode, buço, contorno e retorno desse material tem a cara dos leitores desse atilado site noticioso e dos Cavaleiros do Apocalipse que o empreendem".
Argumento aceito, e esclarecido o fato de que Tio Barnabé não pertencia nem mesmo remotamente ao clã Odebrecht, decidimos abrigar o autor em nosso site.
A seguir, a crônica de estreia:

Um plano ainda piloto

Sempre entendi que a expressão “Plano Piloto” do projeto urbanístico de Lúcio Costa era no sentido de que se tratava de obra experimental. Se foi isso mesmo, parabéns ao vislumbre de tragédia do douto urbanista.
Segundo o museu virtual de Brasília, o projeto “sugeria uma nova concepção de vida, baseada no resgate de valores essenciais ao bem-estar coletivo. Uma cidade-parque em que homem e natureza convivessem de forma harmoniosa e em que os laços comunitários fossem fortalecidos. Uma capital arrojada e moderna, com um sistema viário inovador, pontuada por monumentos de forte impacto cívico e arquitetônico”.
Para quem não é daqui ou não sabe mesmo, os princípios básicos do projeto eram a setorização urbana por atividades e um novo tipo de técnica viária que eliminaria os cruzamentos com as famosas tesourinhas.
A cidade teria dois grandes troncos de circulação, o Eixo Monumental, que vai de Leste a Oeste, e o Eixo Rodoviário-Residencial (Eixão), que vai de Norte a Sul e é cortado transversalmente pelas vias locais.
Com exceção de poucos edifícios altos na chamada área central, o Plano Piloto se caracterizaria pela paisagem horizontalizada, pela predominância de grandíssimos espaços livres e pela grande amplitude visual. Tudo romanticamente estilizado em escalas que o poeta urbanista chamou de residencial, monumental, gregária e bucólica.
Lúcio Costa, francês de nascimento, vivia no final da década de 50 no Rio de Janeiro, o melhor lugar da Terra para ser elite, criar a bossa nova e jogar frescobol nas praias de Ipanema e Copacabana. Entretanto, como sabemos, naquela época, 7 em cada 10 crianças em idade escolar estavam fora da escola.
O projeto urbanístico de Brasília logo expulsou os pobres para a mais distante periferia (aqui chamada de "cidades satélites"), e a tal escala residencial ficaria destinada apenas a uma elite (mesmo as quadras teoricamente menos aquinhoadas). O modelo favoreceu as construtoras, criou milionários da noite para o dia e encareceu a infraestrutura.
O Distrito Federal tem hoje cerca de 3 milhões de habitantes e o Plano Piloto é habitado praticamente por barnabés privilegiados. Pela especulação imobiliária, tem dos metros quadrados mais caros do país. As áreas públicas são gigantescas (escala monumental) e o Estado (pouco eficiente) não consegue sequer manter adequadamente a corta dos extensos gramados. Por aqui a precariedade do espaço público é a regra.
Durante a semana, milhões se movimentam (de carro, maior parte) das cidades satélites para trabalharem no Plano Piloto e muita gente, muita gente mesmo, na Esplanada dos Ministérios. Os engarrafamentos são frequentes na cidade de apenas 50 e poucos anos.
As quadras residenciais de 6 andares são feias e monótonas como todas as obras de Le Corbusier.
As quadras comerciais são horrorosas, mas as pessoas por aqui se acostumaram à feiura.
O calçamento em frente às lojas comerciais não é padronizado e deve ter das piores acessibilidades que se tem notícia no mundo civilizado.
O lixo é exposto em caçambas abertas, palco perfeito para ratazanas e baratas, espalhando mau cheiro por todo o entorno.
O chamado Lago, norte e sul e adjacências, é o mais próximo às dachas soviéticas que temos no Brasil. Um símbolo da exclusão e do mau aproveitamento do espaço público. Por conta disso, toda a orla do lago foi privatizada e grande parte do acesso ao Lago é realizado por trapiches que estão dentro da “propriedade” desses felizes moradores lacustres.
A chamada escala gregária só poderia ser uma piada de Costa. pois as pessoas em Brasília não se encontram nas ruas e nas calçadas (nos chamados aglomerados urbanos) porque isso não é proporcionado.
O sonho da cidade, um espaço onde as pessoas conviveriam e trocariam experiências, amores e inteligência, tudo isso de Brasília foi subtraído.
Artistas menores como Athos Bulcão são incensados. A literatura daqui (salvo exceções que conto na mão) não existe, exceto alguma poesia...
A W3 é, num domingo, quase que uma distopia: prostitutas, punguistas, traficantes e vagabundos de toda ordem.
As pessoas que têm dinheiro vão aos clubes cafonas (normalmente de algum órgão público) e nos churrascos das "repartições". Nesses encontros se tem a oportunidade de puxar o saco do chefe e cavar uma promoção baseada no compadrio.
Temos relatos interessantes de olhares estrangeiros nessa cidade. Muitos viajantes passaram por aqui e não gostaram.
Marshall Berman, por exemplo, que por aqui passou, odiou. Relembrou que a América Latina começa com algo como o modelo espanhol de urbanismo, onde as cidades eram construídas ao redor da "plaza mayor" e dali brotariam os espaços de convivência naturalmente. Em Brasília tem de se tomar o ônibus ou o carro para encontrar o amigo ou a namorada para se tomar um café.
Ao fim e ao cabo, temos os suspeitos de sempre e suas ligações perigosas. Ao levar o governo para longe das multidões, JK seguiu o modelo de Luís XIV, em Versalhes. Dizem que o Rei Sol era um dos heróis de Le Corbusier, que por sua vez era ídolo de Niemeyer, que era admirador declarado de Stálin.
Acho que já se disse demais contra Brasília, eu apenas faço minha parte. Em tempo: foi Lúcio Costa quem elaborou o Plano Piloto da Barra, no Rio de Janeiro (risos contidos).
O prólogo de uma tragédia

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

TCU investiga nomeação de marido de Ideli para posto nos EUA

05/10/2015
 às 15:19

Na VEJA.com:
O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga a nomeação do marido da ex-ministra Ideli Salvatti, o segundo-tenente músico do Exército Jeferson da Silva Figueiredo, para o cargo de ajudante da Subsecretaria de Serviços Administrativos e de Conferências na Junta Interamericana de Defesa. Figueiredo teve sua transferência assinada em 5 de agosto pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner, a pedido de Ideli.
“O fato causa preocupação, especialmente porque se sabe que as nomeações de militares para o exercício de missões no exterior passam por rigoroso processo de seleção”, afirma o ministro substituto André Luís de Carvalho, autor do pedido de investigação, aprovado em plenário. Figueiredo deveria assumir o novo posto no domingo, em Washington, nos Estados Unidos.
Na última quarta-feira, o TCU aprovou em sessão secreta o envio de ofícios para que o Ministério da Defesa e o Exército esclareçam os critérios da transferência e solicitou a cópia de todo processo de indicação, escolha e nomeação do militar. O Tribunal também pede informações sobre o custo da mudança.
A transferência correu após a nomeação da ex-ministra Ideli para ser assessora de Acesso a Direitos e Equidade da Organização dos Estados Americanos (OEA). Para não viver separada do marido, a ex-ministra inicialmente procurou o Exército para pedir a transferência. Sem sucesso, Ideli recorreu então a Wagner e foi atendida. Na nova função, Figueiredo deverá receber 7,4 mil dólares, o equivalente a cerca de 30 mil reais mensais, por uma jornada de trabalho de 32 horas semanais. Ele tem direito a uma ajuda de custo para sua transferência de 10 mil dólares, cerca de 40 mil reais.
O TCU pediu ainda à Defesa e ao Exército informações sobre a viagem oficial feita por Figueiredo à Rússia, em 2014. Ministros querem saber as razões que levaram à escolha do oficial para a missão, o total gasto e a comprovação de que ele tinha habilitação para participar da viagem.
Figueiredo era um dos dez integrantes de uma missão à Rússia para avaliar o sistema antiaéreo Pantsir-S, que o Exército brasileiro estava interessado em comprar. Sua habilitação para a função foi questionada, mas ele explicou que fora escolhido porque dominava o idioma.
Por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Política, feministas e Dilma, na visão de Pondé.


Como o humor sempre serviu para a crítica e a política, o filósofo Luiz Felipe Pondé comenta se o Brasil ficou divertido ou chato demais com a reeleição de Dilma Rousseff. No "Direto ao Ponto" com Joice Hasselmann, o escritor fala sobre política, as relações entre homens e mulheres, independência da mídia e o "bolivarismo", que é uma forma de autoritarismo que parece que não é". Entre no site Veja.

domingo, 12 de outubro de 2014

Civilizar é preciso.

por Dora Kramer
Estadão/ Política  12/10/2104 

Não é bem verdade que o eleitor goste de debates programáticos. Depende dos debates e dos programas. Se for aquela coisa repetitiva sobre números que ninguém confere e questões fora do alcance dos comuns, realmente a coisa fica maçante. Despertam mais atenção desempenhos de nanicos histriônicos ou de candidatos que, livres das armaduras dos marqueteiros, falam a linguagem normal das pessoas.
Mas se for um bom embate conduzido por quem entende do riscado e não se deixa levar por truques nem se satisfaz com perguntas sem respostas, aí há uma chance de se substituir comparações estéreis entre governos passados, bate-bocas grosseiros e manipulações toscas por um confronto produtivo capaz de levar o eleitor a se decidir pelo melhor. Isso inclui não apenas os candidatos Dilma Rousseff e Aécio Neves, mas também seus apoiadores de maior visibilidade e experiência de governo comprovada. No caso presente há dois ex-presidentes da República no jogo.
Seria de todo útil, por exemplo, se Luiz Inácio da Silva e Fernando Henrique Cardoso aceitassem trocar algo mais que ironias por intermédio da imprensa. Poderiam se sentar frente a frente e abordar todos os temas pertinentes ao interesse nacional. Uma discussão mais elevada e politizada que essa posta a partir da distorção que Lula fez de uma fala de FH.
O tucano externou uma constatação sobre o mapa do resultado do primeiro turno dizendo que o PT cresceu nos grotões onde se concentra o eleitorado com menos escolaridade e menor renda. O petista reagiu dizendo que o adversário havia qualificado os nordestinos como ignorantes e desinformados.
Na tréplica, Fernando Henrique apontou que Lula estava querendo transformar uma categoria do IBGE em insulto e que "daqui a pouco só será ouvido em programas humorísticos". FH fez sociologia onde caberia um pouco mais de prudência política e Lula exercitou sua arte de se apropriar da palavra do outro para criar antagonismos ao seu gosto.
Agora são os pobres e os nordestinos. Como se não houvesse pobres e nordestinos em São Paulo, onde o PT colheu seu mais retumbante fracasso. O partido pôs o mote do preconceito na mesa e saiu acusando o oponente de ser preconceituoso. Estabelece a divisão para em seguida dizer que o adversário quer dividir o País.
O truque é tão ultrapassado e deletério quanto as carcomidas práticas da "velha política" da qual faz parte a manipulação marqueteira que explora dicotomias como essas de pobres contra ricos, sudeste contra nordeste, escolarizados contra iletrados e por aí afora.
Nessa eleição, o que o PT não quer discutir é o fato notório de que a maior parte de seu eleitorado é de dependentes de programas assistenciais. Isso leva o partido a ter clientela e, portanto, à necessidade de mantê-la fiel, necessitada e agradecida.
Na reforma da política caberia um item indispensável: o início do processo civilizatório das campanhas eleitorais. Não precisam ser maçantes, exclusivamente programáticas. Elas podem ser emocionantes, incluir ataques e atacantes. Não necessariamente primitivos e trapaceiros.
Valor do passe. Marina saiu da eleição, mas a eleição não saiu de Marina, como se vê pelas exigências a conta-gotas para apoiar o tucano Aécio Neves. Dá a impressão de querer prolongar os momentos de protagonista vividos no primeiro turno.
Quanto mais o tempo passa, menos valorizado fica o apoio de Marina, uma vez que o eleitorado, conforme demonstram as primeiras pesquisas, já vai se definindo independentemente da posição dos partidos e dos políticos. De ávido por uma palavra da ex-senadora no início da semana passada, o tucano chegou à sexta-feira dizendo que ela ficasse à vontade quanto ao momento e a conveniência de se definir.
Observação  Marina Silva declarou o seu apoio a Aécio Neves, há uma hora.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

É a estupidez, estúpido!

11/09/2014

 O fator mais influente desta eleição presidencial é a ignorância do eleitorado. As  campanhas miram na ignorância das massas e nela investem suas forças. Não  para esclarecê-las, mas para eleger seus candidatos. Isso não é ilegal e é muito  eficiente. Mas para onde vai nos levar? E para onde não vai nos levar?

 Países como Reino Unido e Espanha sofreram pesadamente com a crise  econômica global, mas os eleitores espanhóis e britânicos elegeram partidos da  oposição que prometiam apertar o cinto para arrumar as contas públicas e depois  voltar a crescer. Votaram pela austeridade em plena crise porque ouviram e  concordaram com os argumentos dos que a defendiam. E hoje começam a sair da  crise com as finanças públicas mais fortes.

 Corta para o Brasil. Quem ousa propor austeridade pública, um princípio no  mínimo defensável em qualquer momento e especialmente aqui e agora, é  acusado imediata e intensamente de insensibilidade com o povo, antipobre, pró- demissões, vendido aos banqueiros, capitalista desalmado etc.

 Qualquer debate minimamente propositivo e esclarecedor é transformado  deliberadamente numa lama que deixa tudo no chão. O cinismo adiciona insulto  à injúria.

 Assim como no resto da América Latina, o Estado é visto no Brasil como  provedor natural de benesses à população tão sofrida e maltratada. O problema  da solução populista é que, além de ineficaz, é sempre irracional e emotiva.

 Os fatos são menos importantes que as ideias _uma verdade "maior" se impõe,  mesmo que negue verdades verificáveis e históricas. O discurso do governo sobre  a recessão (negando dado divulgado pelo próprio IBGE), sobre o atraso de obras  (só não atrasa obra quem não faz obra) e sobre a corrupção (mais casos de  corrupção são investigados agora porque o governo permite essas investigações)  são exemplos de como se estima a inteligência popular.

 James Carville, marqueteiro americano, cunhou frase imortal na primeira eleição  de Bill Clinton contra Bush pai, em 1992: "É a economia, estúpido". Fazia  referência à crise econômica nos EUA que impediria a reeleição do presidente  republicano. No Brasil, diante de uma estagnação em grande parte causada pelos  erros grosseiros de política econômica do time Dilma, a eleição atual pode  tropicalizar a regra de Carville para "é a estupidez, estúpido".

 Paulo Francis dizia (provavelmente citando alguém) que ninguém nunca perdeu  dinheiro apostando na ignorância do povo. Talvez nem eleição. Como disse Lula,  será um longo segundo turno. 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Dilma consegue o inédito: a possibilidade de reeleição é que é vista como risco de instabilidade

10/07/2014
 às 22:42 Veja.com

Dilma Roussef (Foto reprodução/ Internet)

Por Reinaldo Azevedo

A presidente Dilma Rousseff (PT) está logrando um feito verdadeiramente inédito. Nunca antes na história deste país, a possibilidade de reeleição do governo de turno gerou turbulências no mercado. Acontecia justamente o contrário: era a perspectiva de mudança que gerava intranquilidade. Negociantes, no melhor sentido da palavra, aceitam correr riscos, sim. Mas gostam de regras — e de regras conhecidas. A suspeita de que qualquer coisa pode acontecer e de que tudo é possível tem preço — para baixo.

Em 1994 e 1998, quem despertava temores no mercado era o PT de Lula, que perdeu as duas disputas no primeiro turno. A reeleição das forças governistas representava estabilidade. Em 2002, a possibilidade de o petista vencer a disputa custou caro ao país. A especulação passou a comer solta, a inflação disparou, e o país teve de recorrer ao FMI — uma solução negociada com os companheiros, diga-se. Por quê?
Mesmo com a “Carta ao Povo Brasileiro”, em que o partido prometia seguir as regras de mercado, respeitar contratos e não dar calote em ninguém, havia uma grande e justificada desconfiança. Afinal, o PT passara 21 anos prometendo intervir na economia com mão forte — e não se descartava calote por lá nem da dívida interna nem da externa. Antonio Palocci se encarregou de evidenciar, no primeiro ano de sua gestão, que aquela conversão à realidade era para valer. A tensão passou.
Nas eleições de 2006 e 2010, esse era um não assunto. Vencesse Dilma, Alckmin ou Serra, ninguém antevia grandes problemas pela frente. Aliás, se vocês recuperarem o noticiário da disputa em 2010, encontrarão alguns cretinos, fingindo-se de fundamentalistas de mercado, mas atuando como esbirros do PT, a falar, creiam, de um tal “risco Serra”.
Ou por outra: nas disputas de 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010, o governismo nunca foi encarado como risco pelo mercado. Ela era sempre a solução — porque, reitero, os agentes econômicos preferem a certeza de turbulência às incertezas da escuridão.
Nesta quinta, acreditem, o mercado reagiu bem à derrota da Seleção Brasileira para a Alemanha por 7 a 1 porque considerou que isso eleva a possibilidade de Dilma perder a eleição. A Bolsa no Brasil se descolou do mercado internacional, que teve um mau dia: no fim da sessão, o Ibovespa fechou em alta de 1,79%, aos 54.592,75 pontos, maior patamar desde 20 de junho (54.638,19 pontos).
E olhem que o Ibovespa resistiu até a indicadores ruins. Segundo o IBGE, a produção industrial recuou em sete dos 14 locais pesquisados de abril para maio. Os destaques foram as retrações verificadas no Amazonas (-9,7%), Bahia (-6,8%) e Região Nordeste (-4,5%).
Nunca antes na história “destepaiz”, a possibilidade de reeleição do governo foi encarada como um risco.
Por Reinaldo Azevedo

Copa tem 'vencedores e perdedores' também na economia

Ruth Costas
Da BBC Brasil en São Paulo
Atualizado em 11 de julho, 2014-05:02 (Brasília) 08:02 GMT

Governo prometeu que evento teria grande impacto em termos de renda e emprego

Quando a última bola rolar em campo, neste domingo, a Copa do Mundo terá deixado vencedores e perdedores também na economia.


pesar das promessas do governo de que o evento geraria milhares de empregos e ajuAdaria a impulsionar a economia, ainda não está claro qual será seu impacto geral nesta área.
Consultorias sondadas pela BBC Brasil, como a Tendência e a Capital Economics preveem um efeito nulo ou insignificante sobre o PIB.

Mas se o saldo total do torneio ainda é incerto, está cada vez mais evidente que alguns setores devem comemorar a "taça"das vendas, enquanto outros amargarão resultados mais fracos.

Entre os mais beneficiados, segundo o economista Juan Jensen, da Tendências, estão negócios ligados a segmentos de lazer e turismo, como bares e os hotéis das cidades.
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Desemprego, estatísticas e manipulações



06/2014
Por Ricardo Amorim

Facebook, Twitter e outras redes sociais trouxeram coisas boas e ruins. Uma das mais convenientes é saber os assuntos que mais interessam. Recentemente, poucos temas geraram tanta inquietação e nenhum, tanta incompreensão, quanto nossos números de emprego. Quase todos sabem que a taxa de desemprego despencou e está entre as mais baixas do mundo e da História, mas você sabia que de cada 100 brasileiros em idade de trabalho, só 53 trabalham?

Isto mesmo. Pelos dados oficiais do IBGE, de cada 100 brasileiros em idade de trabalho, 53 trabalham, 3 procuram emprego e não encontram e 44 não trabalham, nem procuram emprego. Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), 5% estão desempregados nas 12 maiores regiões metropolitanas do país.

Só é considerado desempregado quem procura emprego e não encontra (3%) sobre o total dos que procuraram emprego (56%). Quem não procura (44%), tecnicamente não está desempregado. Esta não é uma manipulação estatística. O mesmo conceito vale no mundo todo. Porém, se a estatística não é manipulada, sua interpretação é. Baseado na baixa taxa de desemprego, o governo sugere que quase todos os brasileiros têm emprego. Na realidade, quase metade (47%) não tem e muitos estão subempregados – sem carteira assinada ou trabalhando menos do que gostariam. Basta uma hora semanal de trabalho assalariado para ser considerado empregado.

Excluindo-se empregados e desempregados, sobram os que só estudam, os aposentados, os pensionistas e os que não querem trabalhar, totalizando 44% da População em Idade Ativa (PIA). Na PME, a PIA considera todos acima de 10 anos. Quem tem menos de 18 anos não deveria trabalhar, mas paradoxalmente, incluí-los na PIA reduz a taxa de desemprego. Os poucos que trabalham aumentam o total de empregados, mas a quase totalidade dos que não trabalham não procura emprego. Por isso, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, também do IBGE, que mede o desemprego em 3,5 mil municípios entre os maiores de 15 anos, aponta uma taxa de 7%, contra 5% da PME. Considerando apenas quem tem de 18 a 65 anos, a taxa de desemprego seria ainda mais alta.

A porcentagem dos que trabalham em relação à PIA no Brasil (53%) é hoje menor do que na maioria dos países da Europa, onde as taxas de desemprego chegam a 5 vezes mais do que aqui.

Pior, o número de empregos tem caído. Nas maiores regiões metropolitanas, há hoje 142 mil empregos menos que há um ano. Por que o desemprego continua caindo, então? Porque mais gente desistiu de procurar emprego do que caiu o número de empregos.

Infelizmente, quem determina a geração de riqueza em um país é o total de pessoas trabalhando, não a taxa de desemprego. Com menos empregos, o crescimento tem sido pífio, mas com menos gente procurando emprego, o desemprego caiu.

Milhões de pessoas deixaram de buscar empregos nos últimos 10 anos por quatro razões. Temos, hoje, dois milhões de estudantes universitários a mais, o que é ótimo. Uma parte deles não trabalha nem busca emprego.

As outras três razões são negativas. A população brasileira está envelhecendo, reduzindo a parcela dos que trabalham e aumentando a dos aposentados. Há ainda os efeitos das políticas do governo. O Bolsa-Família melhora as condições de sobrevivência de milhões de famílias, mas em locais onde os salários são pouco superiores ao benefício, desestimula a busca por emprego. Desde 2004, o número de beneficiários subiu de 6,6 milhões para 14,1 milhões.

Por fim, há a expansão do prazo e valor do seguro-desemprego. Nos últimos 10 anos, o desemprego caiu de 13% para 5%, mas os gastos com abono e seguro desemprego subiram de R$13 bilhões para mais de R$45 bilhões. Quem recebe seguro desemprego e não busca emprego não é considerado desempregado na estatística. Com a ampliação do benefício, mais gente entrou neste grupo.

De um ano para cá, o mercado de trabalho piorou. Há menos empregos e quem procura demora mais para encontrar. Entre os novos empregados, a participação dos que encontraram emprego em menos de 6 meses caiu 8%; já a dos que levaram de 6 meses a um ano subiu 19% e a dos que levaram mais de um ano subiu 36%. Dificuldade em achar emprego leva alguns a deixarem de procurar, reduzindo a taxa desemprego. É o que tem acontecido.

Resumindo, criar condições para que o país volte a criar empregos e estimular os brasileiros a quereremtrabalhar serão dois dos maiores desafios dos próximos anos. (original:

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Felipe Guerra celebra seus 50 anos de emancipação

Prefeito Haroldo Ferreira(Felipe Guerra-RN),Colunista Salomão Medeiros e Prefeito Anax Vale(Gov.Dix-Sept Rosado-RN) em noite de comemoração

sexta-feira, 15 de março de 2013

Dilma deveria ouvir mais e aceitar sugestões de um grande gestor!

Para Gerdau, burrice de criar mais ministérios está no limite
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FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA
ARMANDO PEREIRA FILHO
EDITOR DE ECONOMIA DO UOL
 
O empresário Jorge Gerdau acha que o Brasil precisa "trabalhar com meia dúzia de ministérios ou coisa desse tipo" e não com as 39 pastas existentes na administração da presidente Dilma Rousseff.
Esse inchaço se dá por contingências políticas, mas "tudo tem o seu limite", diz o presidente da Câmara de Políticas de Gestão da Presidência da República. Em entrevista ao Poder e Política, projeto da Folha e do UOL, na última terça-feira, ele completou: "Quando a burrice, ou a loucura, ou a irresponsabilidade vai muito longe, de repente, sai um saneamento. Nós provavelmente estamos no limite desse período".
Apesar da frase quase beligerante, Gerdau disse conversar sobre esse assunto com a presidente da República, a quem elogia. "Eu já dei um toque na presidenta" e ela está "totalmente ciente" do que se passa, declara.
"Dentro da estrutura brasileira, o conceito de política atrapalha bastante a gestão. Mas... [pausa] a gente tem que encontrar os caminhos dentro das realidades que cada país tem", afirmou o empresário em uma de suas raras entrevistas.
Embora enxergue avanços na gestão do país, suas previsões são de longo prazo. "Para deixar o país com planejamento competitivo em todas as frentes" um prazo de "dez anos é pouco".
Um exemplo de como Gerdau avalia hoje a administração pública federal: "No Brasil, só tem quatro ou cinco instituições em que a estrutura de meritocracia e profissionalismo funcionam: Banco do Brasil, Banco Central, Itamaraty e Exército. Tem ainda o BNDES também".
 
Clique aqui e assista aosvídeose leia a entrevista.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Vergonhoso! O Congresso foi pego de calças curtas - e não está nem aí

O Congresso foi pego de calças curtas - e não está nem aí Impera na instituição a leniência com os "pequenos desvios" - que na maioria das vezes não são nem pequenos, nem desvios, mas a mais pura ilegalidade.
Senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN)

Gabriel Castro e Laryssa Borges, de Brasília
Renan Calheiros (à esquerda) e Henrique Eduardo Alves: conchavo e fisiologismo (Dida Sampaio/AE e Beto Barata) Corria o ano de 1949. Com pose de estátua de bronze, o deputado Edmundo Barreto Pinto exibia seus dotes em um ensaio fotográfico na revista O Cruzeiro. Após a garantia de que seriam registradas somente imagens da cintura para cima, o parlamentar se livrou das calças para amenizar o calor. Publicadas com destaque na edição seguinte da revista, as cenas ridículas com as roupas de baixo expostas foram suficientes para que ele se tornasse o primeiro parlamentar a ter o mandato cassado pelo Congresso Nacional. Motivo: quebra do decoro parlamentar. Não que Barreto Pinto, um dos suplentes de Getúlio Vargas, fosse exatamente um bastião da ética – a própria reportagem que acompanha a foto do congressista revela o esconderijo do cofre do parlamentar: “Os ladrões que lerem esta reportagem não devem se esquecer: é o quarto escritório, o primeiro à esquerda de quem vai”. O Cruzeiro/Reprodução. Leia a matéria completa em Veja.com.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Escritório de Representação de Minas Gerais no DF sob a batuta de Maria Tereza de Fátima

A nova Representante de Minas no DF entre o governador Antônio Anastasia
e o vice-governador Alberto Pinto Coelho
O governo de Minas Gerais mantém um Escritório de Representação em Brasília para representar e defender os interesses do Estado, exercer a coordenação, a articulação e a integração de esforços para busca de soluções às demandas de Minas junto aos órgãos e entidades públicas e privadas sediadas no Distrito Federal. É um elo de ligação entre o governo estadual e o federal, entre outras funções administrativas.

O cargo é de confiança restrita do governador que acaba de nomear Maria Tereza de Fátima Barbosa para assumir a coordenação geral. Fátima foi secretária executiva do ex-governador Aécio Neves e anteriormente do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Após as eleições de 2009, ela permaneceu algum tempo no gabinete do governador Antônio Anastasia e depois foi transferida para o Escritório de Representação, onde permanece até hoje, mudando apenas de função.

Minas não poderia ter uma melhor representante no DF, a nova coordenadora tem experiência na área diplomática, pois é funcionária do Ministério das Relações Exteriores cedida ao governo de Minas.


quinta-feira, 21 de julho de 2011

Clipping Daqui e Dali

Estudo aponta sete medidas para evitar Alzheimer (BBC) -Pesquisadores americanos  divulgaram a lista de sete medidas que poderiam evitar milhões de casos do mal de Alzheimer em todo o mundo.
Jovens qualificados disputam empregos na China(BBC) - Munidos de seus CVs, aspirantes rondavam um pavilhão de exposições em Pequim, procurando oportunidades dentro das mais de 200 empresas participantes da feira de empregos.
Dilma resiste a pressão da base e mantém 'faxina' (Veja.com) - São Paulo - A despeito das queixas de aliados pelas demissões de representantes do PR no setor de Transportes por supostas irregularidades, a presidente Dilma Rousseff já deu demonstrações de que manterá o rigor na "faxina" nos ministérios sempre que surgirem denúncias consideradas relevantes. Embora haja mal-estar na base de sustentação do Planalto, assessores do governo dizem que não há preocupação com a governabilidade.
O crime como uma categoria política Reinaldo Azevedo - Os petistas dizem se preocupar tanto com a desigualdade social não por humanismo ou por senso de justiça, mas porque ela oferece um excelente pretexto para o estado autoritário e confere certo sentido moral às ilegalidades praticadas para a construção da hegemonia partidária. As misérias humanas — e a conseqüente necessidade de criar o novo homem — são o fundamento dos dois grandes totalitarismos do século passado: fascismo e comunismo. Ambos têm mais em comum do que gostam de admitir fascistas e comunistas.
Pagot constrói casa de R$ 2,5 mi no MT (Estadão) - Ex-comandante do Dnit, órgão que está no epicentro da crise nos Ministério dos Transportes, ergue imóvel de três andares em Cuiabá
‘Usuários aceitaram violação de privacidade’ (Estadão) -Diz Al Gore, ex-vice-presidente dos EUA, que discutiu a internet com Vinton Cerf e Tim Berners-Lee na Campus Party México. .
Boom brasileiro opõe classes médias tradicional e emergente, diz ‘FT’ (BBC) - O sucesso das políticas do governo brasileiro para tirar milhões de pessoas da pobreza na última década vem provocando a criação de dois tipos opostos de classe média, afirma reportagem publicada nesta quinta-feira pelo diário econômico britânico Financial Times.
Le Monde Diplomatique Brasil - Conheça o site.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

9° Fórum Nacional de Primeiras Damas, Vereadoras, Prefeitas, Vice-Prefeitas, Gestoras Municipais, Empresárias e Mulheres Representantes de Entidades da Sociedade Civil Organizada

O Centro de Convenções Frei Caneca em São Paulo, à rua Frei Caneca, 569, Cerqueira César,  será palco para os debates sobre a atuação da mulher na política e em diversos setores empresariais e representativos de entidades da sociedade civil organizada. O evento é uma promoção da OBME-Organização Brasileira da Mulher Empresária, cuja presidente, Adelina Alcântara Machado, está entre os palestrantes e da Abramapos-Associação Brasileira de Mulheres de Ação Política e Social.  Amanhã, às 8h com a presença confirmada do governador José Serra, e estendendo-se até o dia 20, mulheres de todo o país reunem-se em torno de um objetivo comum: a importancia e os interesses da mulher no cenário nacional, principalmente na ação política entre outros em pauta.


Adelina Alcântara Machado, presidente da OBME

Para detalhes sobre o evento, vitise os sites: Abramapos e OBME

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Para pensar...

O que representa uma base militar norte americana na América do Sul pelas portas da Colômbia? Em todo o planeta, onde há base americana, há conflitos belicosos, há trânsito de armas de guerra, há perigo!

Os interesses dos americanos na América do Sul, particularmente do Brasil, estão na Amazônia e não necessariamente apenas no narcotráfico. Isto é o que minha intuição me diz, através de várias informações captadas ao logo dos últimos anos e sobre as perspectivas ambientais do planeta. A nossa paz está ameaçada com as tropas americanas na Colômbia e Chavez na Venezuela com ligações amistosas com a Rússia, que lhe fornece armas e com o Irã. Posso estar errada, mas esta é a leitura que ora faço.

Em nosso congresso onde se deveria estar discutindo pautas de interesse do povo brasileiro e, principalmente, sobre nossa soberania e segurança, já estão em guerra sucessória. Uma guerra pessoal ridícula de vaidades pelo poder e supostamente pelo decoro. Decoro? Já se perdeu o decoro há muito tempo. No Congresso Nacional não tem havido decoro, não há respeito, há confusão, baixo nível e nebulosidade. Avista-se o fundo do poço.

Incrível como os fins justificam os meios para os três poderes. No Palácio do Planalto está um homem que conseguiu lá chegar batendo firme no Sarney, Collor e Fernando Henrique, agora só falta uma aliança com FHC para o time ficar politicamente mais estranho ainda, amorfo e incompreensível.

Falta mesmo é investimento na educação e cultura de nosso povo para que aprenda a eleger seus representantes e compreender o real significado de uma democracia. Falta-nos uma Constituição pertinente, coerente, enxuta e que seja de conhecimento geral desde à primeira infância. Para a maioria dos nossos políticos, falta patriotismo, seriedade e decoro.