sexta-feira, 11 de julho de 2014
Dilma consegue o inédito: a possibilidade de reeleição é que é vista como risco de instabilidade
Copa tem 'vencedores e perdedores' também na economia
Da BBC Brasil en São Paulo
Atualizado em 11 de julho, 2014-05:02 (Brasília) 08:02 GMT
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| Governo prometeu que evento teria grande impacto em termos de renda e emprego |
Mas se o saldo total do torneio ainda é incerto, está cada vez mais evidente que alguns setores devem comemorar a "taça"das vendas, enquanto outros amargarão resultados mais fracos.
Entre os mais beneficiados, segundo o economista Juan Jensen, da Tendências, estão negócios ligados a segmentos de lazer e turismo, como bares e os hotéis das cidades. Ver mais
Desemprego, estatísticas e manipulações
Isto mesmo. Pelos dados oficiais do IBGE, de cada 100 brasileiros em idade de trabalho, 53 trabalham, 3 procuram emprego e não encontram e 44 não trabalham, nem procuram emprego. Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), 5% estão desempregados nas 12 maiores regiões metropolitanas do país.
Só é considerado desempregado quem procura emprego e não encontra (3%) sobre o total dos que procuraram emprego (56%). Quem não procura (44%), tecnicamente não está desempregado. Esta não é uma manipulação estatística. O mesmo conceito vale no mundo todo. Porém, se a estatística não é manipulada, sua interpretação é. Baseado na baixa taxa de desemprego, o governo sugere que quase todos os brasileiros têm emprego. Na realidade, quase metade (47%) não tem e muitos estão subempregados – sem carteira assinada ou trabalhando menos do que gostariam. Basta uma hora semanal de trabalho assalariado para ser considerado empregado.
Excluindo-se empregados e desempregados, sobram os que só estudam, os aposentados, os pensionistas e os que não querem trabalhar, totalizando 44% da População em Idade Ativa (PIA). Na PME, a PIA considera todos acima de 10 anos. Quem tem menos de 18 anos não deveria trabalhar, mas paradoxalmente, incluí-los na PIA reduz a taxa de desemprego. Os poucos que trabalham aumentam o total de empregados, mas a quase totalidade dos que não trabalham não procura emprego. Por isso, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, também do IBGE, que mede o desemprego em 3,5 mil municípios entre os maiores de 15 anos, aponta uma taxa de 7%, contra 5% da PME. Considerando apenas quem tem de 18 a 65 anos, a taxa de desemprego seria ainda mais alta.
A porcentagem dos que trabalham em relação à PIA no Brasil (53%) é hoje menor do que na maioria dos países da Europa, onde as taxas de desemprego chegam a 5 vezes mais do que aqui.
Pior, o número de empregos tem caído. Nas maiores regiões metropolitanas, há hoje 142 mil empregos menos que há um ano. Por que o desemprego continua caindo, então? Porque mais gente desistiu de procurar emprego do que caiu o número de empregos.
Infelizmente, quem determina a geração de riqueza em um país é o total de pessoas trabalhando, não a taxa de desemprego. Com menos empregos, o crescimento tem sido pífio, mas com menos gente procurando emprego, o desemprego caiu.
Milhões de pessoas deixaram de buscar empregos nos últimos 10 anos por quatro razões. Temos, hoje, dois milhões de estudantes universitários a mais, o que é ótimo. Uma parte deles não trabalha nem busca emprego.
As outras três razões são negativas. A população brasileira está envelhecendo, reduzindo a parcela dos que trabalham e aumentando a dos aposentados. Há ainda os efeitos das políticas do governo. O Bolsa-Família melhora as condições de sobrevivência de milhões de famílias, mas em locais onde os salários são pouco superiores ao benefício, desestimula a busca por emprego. Desde 2004, o número de beneficiários subiu de 6,6 milhões para 14,1 milhões.
Por fim, há a expansão do prazo e valor do seguro-desemprego. Nos últimos 10 anos, o desemprego caiu de 13% para 5%, mas os gastos com abono e seguro desemprego subiram de R$13 bilhões para mais de R$45 bilhões. Quem recebe seguro desemprego e não busca emprego não é considerado desempregado na estatística. Com a ampliação do benefício, mais gente entrou neste grupo.
De um ano para cá, o mercado de trabalho piorou. Há menos empregos e quem procura demora mais para encontrar. Entre os novos empregados, a participação dos que encontraram emprego em menos de 6 meses caiu 8%; já a dos que levaram de 6 meses a um ano subiu 19% e a dos que levaram mais de um ano subiu 36%. Dificuldade em achar emprego leva alguns a deixarem de procurar, reduzindo a taxa desemprego. É o que tem acontecido.
Resumindo, criar condições para que o país volte a criar empregos e estimular os brasileiros a quereremtrabalhar serão dois dos maiores desafios dos próximos anos. (original:
sexta-feira, 15 de março de 2013
Dilma deveria ouvir mais e aceitar sugestões de um grande gestor!
DE BRASÍLIA
ARMANDO PEREIRA FILHO
EDITOR DE ECONOMIA DO UOL
quarta-feira, 20 de julho de 2011
terça-feira, 27 de abril de 2010
Macro Vision 2010 – um gol do Itaú BBA, por César Simões Salim
Foto extraída do site: http://www.theepochtimes.com/n2/content/view/12599//

Foto extraída de http://www.freedomsphoenix.com/dom.htm
- Raghuran Rajan – Professor da Universidade de Chicago e consultor do Primeiro Ministro da Índia e do Itaú Internacional. Raghuram tem uma posição mais otimista sobre a recuperação da economia americana, mas acredita que a vai haver mais cuidado com o risco e pode resultar em uma redução do ritmo do crescimento econômico.
Foto extraída do site: http://portalexame.abril.com.br/fotos/economia-mundial.shtml
Os palestrantes brasileiros fizeram brilhantes analises da nossa economia e foram os seguintes:
- Ilan Goldfjan – Doutor pelo MIT, Professor da PUC-Rio e Diretor do Banco Itaú - abordou o bom momento de crescimento econômico do Brasil, com oportunidades de crescimento a altas taxas por alguns anos. Tranqüilizou a audiência com relação ao cambio, mostrando que o dólar não deve incomodar. A preocupação maior é com a inflação crescente e com os gastos governamentais exagerados e sem justificativa, podendo dificultar o sucesso do desenvolvimento econômico nacional.
Imagem extraída de g1.globo.com/.../0,,MUL1406324-9356,00.html
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Oposição quer que Mantega e Lima Neto esclareçam saída do BB
Marcelo de Moraes e Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo
"A desculpa do spread é ridícula. Nós soubemos que houve operação irregular. Queremos saber quais foram. Isso não exime o governo federal da responsabilidade do que ocorreu no banco do Brasil. Quem nomeia o presidente do Banco do Brasil é o presidente Lula", disse ele.
O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE) reforçou a fala de Maia e afirmou que o ex-presidente do Banco do Brasil "efetivamente não terá caído por conta de taxas de juros". "Essa é uma visão pitoresca, afirmou o tucano. A informação oficial é de que Lima Neto teria deixado o cargo a pedido.
Assim como o presidente do DEM, Guerra disse que a oposição vai convocar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para ir ao Senado explicar as causas da saída de Lima Neto. Segundo Guerra há cerca de uma semana já havia rumores sobre a queda do presidente do BB.
O senador Renato Casagrande (PSB-ES), disse que ficou surpreso com a saída de Lima Neto. "Não sabemos o motivo, mas não creio que seja essa questão da taxa de juros, porque senão aí tem que demitir os presidentes de outros bancos", afirmou Casagrande. O PSDB, o DEM e o PPS devem divulgar ainda hoje nota conjunta sobre a demissão de Lima Neto.
Em entrevista coletiva nesta quarta, o presidente demissionário do Banco do Brasil (BB), Antonio Francisco de Lima Neto, negou os rumores. "Para ser sincero, é a primeira vez que estou ouvindo isso", declarou Lima Neto, em entrevista.
Ele afirmou que a aquisição de instituições e de carteiras "é um negócio do banco, e a concessão do crédito tem um modelo totalmente segregado, não há uma pessoa que domine todo o processo (dentro do BB)." Segundo Lima Neto, o Banco do Brasil segue regras de governança, e isso é um dos motivos pelos quais 22% das ações do BB são negociados em Bolsa de Valores.
O ministro da Fazenda também afirmou que não tem conhecimento sobre qualquer denúncia de irregularidade na aquisição de carteiras de outras instituições pelo Banco do Brasil, durante a gestão de Antonio Francisco de Lima Neto.
XXII Fórum da Liberdade discutiu o futuro da economia
08/04/2009
Após dois dias de debates, painéis e exposições, o Fórum da Liberdade encerrou nesta terça-feira sua 22ª edição discutindo o futuro da economia diante da crise. A palestra de encerramento do evento foi ministrada pelo empresário Salim Mattar, presidente do Conselho de Administração da Localiza.
"Mesmo que se confirmem os cenários mais pessimistas desta crise e que se some estas perdas àquelas de todas as outras recessões debitadas na conta do capitalismo, ainda assim o prejuízo será infinitamente menor que os resultados positivos que este sistema econômico produziu nas últimas três décadas", sustentou.
Mattar destacou que, mesmo com as contestações provocadas pela crise, o capitalismo segue sendo o sistema mais justo de produção, mantendo-se como o único capaz de gerar e distribuir renda em grande escala. (Fonte: Diego Casagrande via e-mail)









