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domingo, 22 de janeiro de 2012

O Brado Retunbamte, repercussão e crítica

Lamentável é o povo preferir o BBB à uma boa e inteligente série. Outras críticas já foram feitas pela televisão brasileira, mas esta ganha em sua maior semelhanca com a realidade. Assista e deixe aqui o seu  comentário.


Episódio I

Episódio III

Episódio IV


Episódio V

Episódio VI


Episódio VII
Episódio VIII

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

RUMO AO FUTURO

por Aleluia, Hildeberto

A tecnologia de comunicações e computação avança numa rapidez tão grande que torna difícil para os usuários comuns acompanhar e assimilar na mesma velocidade, exceto para os especialistas do setor. Todos os caminhos buscam a viabilização de um modelo baseado em serviços públicos, para tornar a vida de empresas e pessoas, melhor. Como escreveu Nicholas Carr em seu livro A GRANDE MUDANÇA (Editora Landscape) “assim que a computação como serviço público amadurecer, a ideia de livrar-se de seu PC pessoal vai se tornar muito mais atraente”. Isso já acontece na Índia, através de um sistema instalado por um nome prosaico e apropriado para a cultura local: o CLIENTE MAGRO.
Nem eu e nem você jamais ousamos pensar em tal hipótese. E esta nos parece tão remota quanto a distância do sol. Mas estamos redondamente enganados. Esse dia se aproxima numa rapidez impressionante através da virtualização.
Em sua avaliação ela já superou a barreira entre software e hardware que tornava a computação cliente-servidor ineficiente e complicada. Para ilustrar sua convicção lembra que a virtualização não é tão complicada quanto parece, mas apenas um termo polissilábico como tantos outros na ciência da computação. Argumenta mais, trazendo um exemplo cristalino, esclarecedor:
- Pense na maneira pela qual a secretária eletrônica mudou ao longo dos anos. Estreou como uma máquina independente e pesadona que gravava a voz sob a forma de sinais analógicos nas bobinas da fita. Mas à medida que os chips dos computadores foram aperfeiçoando-se, a secretária eletrônica transformou-se em uma minúscula caixinha digital, em geral acoplada ao telefone. As mensagens não eram gravadas em uma fita, e sim armazenadas como séries de bits binários na memória do aparelho. Mas depois que essa máquina tornou-se completamente digitalizada, nem precisava mais ser máquina. Todas as suas funções podiam ser duplicadas por meio de um código de software. E foi exatamente o que aconteceu. A caixa desapareceu. A máquina física tornou-se uma máquina virtual, puro e simples software, rodando em algum lugar da rede telefônica da empresa ou da casa. Você já teve de comprar uma secretária eletrônica. Agora você pode pagar por um serviço de secretária eletrônica. Essa é a essência da virtualização.
Mais límpido e claro que isso impossível. Estamos na era da virtualização e é por aí que navegamos para ver a internet um serviço público. Carr aponta o caminho do futuro lembrando que “como todos os componentes dos sistemas de computação, dos microprocessadores aos drives de armazenamento, passando por mecanismos para utilização de redes como roteadores, barreiras de proteção (firewalls) e balanceadores de carga, operam digitalmente, eles também podem ser substituídos por software. Podem ser virtualizados.
- Os sistemas virtualizados compartilhados por muitas empresas costumam ser chamados pelos profissionais da computação de “sistemas de múltiplos usuários”. O nome sugere uma metáfora que revela uma diferençafundamental entre o modelo cliente-servidor e o da computação como serviço público. Quando você instala um novo sistema no modelo cliente servidor, tem de construir o equivalente, digamos, de um prédio de quatro andares. Mas o prédio acaba sendo ocupado só por um único inquilino ou usuário. A maior parte do espaço é desperdiçada. Com o uso da virtualização do modelo serviço público, esse prédio pode ser dividido em apartamentos que por sua vez podem ser alugados a dezenas de usuários e cada um deles pode fazer o que bem entender dentro das paredes de seu apartamento. Mas todos eles utilizam igualmente a infraestrutura física do prédio e desfrutam as economias resultantes disso.
Todo esse futuro passa pela espinha dorsal desse novo sistema que é a NUVEM. Já vimos que através dela é possível a criação de grandes centros de dados, virtuais, onde o computador e seus componentes se inserem como um centro de dados virtual, completo, compreendendo computação armazenamento e atuação em rede. E este centro poderá ser reduzido e armazenado num único arquivo digital. A automação e o gerenciamento levam a sistemas que barateiam custos. Uma única pessoa poderia administrar todo o funcionamento do sistema de computação de uma grande empresa sentado em frente a um PC.
Sintético, Carr afirma que usando esses serviços, uma companhia pode acessar um site da Web ou rodar um software empresarial e até mesmo fazer funcionar toda uma empresa na Internet sem ter de investir em computadores do tipo servidor, sistemas de armazenamento ou programa afins. Recorda-o que isso já faz a Amazon sem nenhum custo antecipado. Uma empresa só paga pela capacidade que usa, quando usa. E ela estará alugando um sistema moderníssimo destinado à moderna computação via Internet, oferecendo grande confiabilidade, tempos de espera diminuto e flexibilidade necessária para enfrentar flutuação no trânsito da rede. Atesta ainda que qualquer empresa pode colocar seu “automóvel” na carreta computação que a Amazon levou anos para montar e aperfeiçoar.
Com muita propriedade ele aprofunda observando que na versão mais radical da computação como serviço público existente hoje, o serviço substitui inteiramente o computador. Diz que tudo que uma pessoa faz com um PC, de armazenar arquivos a rodar aplicativos, é fornecido por uma rede de computadores. Tornado obsoleto, o PC tradicional é substituído por um simples terminal, o “Cliente Magro”, que é pouco mais que um monitor conectado à Internet.
Mas o que é um Cliente Magro? Afirma que eles estão por aí há anos e cada vez mais populares no mercado empresarial e suas vendas suplantam a de PCs.
As empresas descobriram que as máquinas virtuais são perfeitas para funcionários com tarefas muito bem definidas, como representantes que prestam serviços ao consumidor, quem trabalha com reservas de passagens e caixas de banco, tarefas que geralmente um, ou alguns softwares resolvem. Para elas não se faz necessário computadores multiuso. Ao fornecer os aplicativos e os dados por meio de uma rede, as empresas podem evitar a maior parte dos custos de manutenção e outros associados aos PCs tradicionais e a seus softwares complicados.
Para concluir ele recorda que na Índia, por exemplo, uma companhia chamada NOVATIUM está tendo muito sucesso oferecendo computação pessoal como um serviço público simples. Seus consumidores recebem um CLIENTE MAGRO (uma tela, um monitor) chamado Nova netPC, bem como uma série de software. Todos fornecidos por suas companhias telefônicas locais e pagos por uma assinatura cobrada na conta telefônica. Como fazemos com a banda larga. As assinaturas telefônicas residenciais também recebem uma hora de acesso grátis à Internet, por dia. As assinaturas de escolas e empresas têm vários softwares adicionais e opções de Internet a escolher, com preços diferentes. Além de evitar o custo de aquisição de um PC, os consumidores também evitam todas as dores de cabeça que acompanham a posse de um micro, de instalar e fazer upgrade de programas às questões complicadas de combate aos vírus.
O próximo passo será a viabilização do “cliente magro” ser ligado à tomada da rede elétrica, tal qual fazemos com inúmeros aparelhos elétricos. E só esperar para ver. Em vinte anos, ou menos, o computador pessoal será uma peça de museu, e como diz Carr, será apenas uma lembrança dos tempos de uma época curiosa em que todos nós éramos obrigados a ser técnicos amadores em computação. Como as máquinas de escrever.
Nicholas Carr ousa mais ao afirmar que algumas das companhias da velha uarda conseguirão passar para o novo modelo de informática, outras não. conselha que todas elas fariam muito bem em estudar os exemplos da General Eletric e da Westinghouse. Há cem anos, lembra, ambas as companhias estavam ganhando rios de dinheiro vendendo componentes e sistemas para produção de eletricidade e empresas individuais. Esse ramo desapareceu quando as grandes empresas de serviços públicos assumiram o fornecimento de energia elétrica.
As duas conseguiram reinventar-se e aí estão até hoje. Finalizando ele diz que a época de Gates e de outros grandes criadores de softwares que escreveram o código do PC chegou ao fim. Sentencia que o futuro da computação pertence às novas empresas de serviços públicos.
Aleluia, Hildeberto é jornalista.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Lançamento da 27ª INFORUSO

O presidente da Sucesu-MG, Marcos Calmon, anunciou oficialmente, no dia 12 de julho, durante  coquetel realizado no Espaço Veuve Cliquot da Pizzaria 68, o lançamento do maior evento de Informática e Telecomunicação de Minas, a Inforuso 2011.

Diante de uma platéia repleta de empresários, fornecedores, CIOs (chief information officers) ,imprensa especializada, vice-presidentes e diretores da entidade, Marcos apresentou o novo formato do evento. Completamente distinto  das edições anteriores em que o evento sempre acontecia conjugado com uma feira; a 27ª. Inforuso 2011 será realizada nos conformes de um congresso, que oferece uma grade de palestras ministradas por convidados renomados, além de, um espaço de networking e outro de convivência.

Para Calmon, a importância de se fazer o lançamento é poder mostrar que a Sucesu está trabalhando em prol da TIC mineira. “Reunir pessoas que têm o poder de decisão nas mãos, em um único lugar, é fantástico. Apresentar a Inforuso para este público é sinônimo de que queremos transformar inovação tecnológica em inovação de negócios. Tenho certeza de que iremos quebrar paradigmas com este evento”, comenta.

Segundo o presidente do Grupo de CIOs da Sucesu-MG, Jamir Teodoro, a importância da Inforuso 2011 é a de promover aos participantes  oportunidades de bons negócios. “O que se espera de um evento como este é transformá-lo em uma grande referência nacional, para que com isso o mercado mineiro de tecnologia se torne cada vez mais fortalecido”, afirma.

O maior evento de Informática e Telecomunicação do estado, a Inforuso, já tem data e hora para acontecer. Será no dia 08 de novembro, das 8h às 23h, no Hotel Ouro Minas.
Fotos de Túlio Costa
Camila Coutinho, Rogério Garchet, Aristóteles Lorêdo
Elaine Mendonça, Roberto Francisco, Luis Cláudio Alberto, Afonso Kalil, Márcio Tibo, Marcos Calmon
Adicionar legendaLuciano Azevedo, Jamir Teodoro, Deciomar Magalhães
Valério Coelho, Carlos Eduardo da Silva, Dimas de Paula e Rosália Paraíso
Nathan Lerman entre Suzely Ortênzio e Fernanda Siqueira
Convidados durante o coquetel
Convidados durante a apresentação da INFORUSO 2011

domingo, 3 de julho de 2011

O Brasil se despede de Itamar Franco

A vida é uma caminhada onde cada um de nós tem uma estação final. Durante esta viagem, vamos nos despedindo de amigos e familiares, mas cada um deixa sua marca, sua história de vida, seus feitos em nossas mentes e corações. "O homem se torna imortal pelo legado que deixa para o povo". Na história de Minas, homens fabulosos são imortais e, para citar apenas alguns: Juscelino Kubitschek, Tancredo Neves, Carlos Drummond de Andrade, Pelé, Santos Dumont, Chico Xavier, Tiradentes, Aleijadinho e Ary Barroso.

Apesar de não ter sido para Minas o governador que todos esperavam, quando eleito em 1998, não sofreu abalos em sua carreira política, continuando com o apoio dos mineiros e um expressivo e respeitado político, tanto pelo povo quanto por colegas que o consideravem uma pessoa autêntica. Trabalhei muito naquela campanha, fazendo parte do "Comitê Estratégico" junto com Aloísio Vasconcelos, José Roberto Menicucci, Hélio Melo, José Pedro Rodrigues de Oliveira e vários outros integrantes que no momento não me vêm à memória e aos quais peço desculpas.

O Brasil, que vem sofrendo com o desrespeito total à coisa pública, com os escândalos (Mensalão, Mensalinho do Congresso, casos não esclarecidos da Casa Civil, como o de Erenice Guerra e recentemente do todo poderoso Palocci, todos no governo do PT) considerados os mais graves que o próprio episódio que levou Fernando Collor ao processo de "impeachment" e, consequentemente Itamar Franco à Presidencia da República, que surprendeu a nação com seu estilo e competência. Sua carreira foi marcada por sua integridade, temperamento e probidade. Hoje, um dia após sua morte, registra-se uma coleção de depoimentos sobre a pessoa Itamar que, apesar de nascido na Bahia, teve Juiz de Fora como sua cidade, e seu lar e Minas seu campo de atuação.
A foto registra a última vez que estive com Itamar, no lançamento do livro de Arístóteles Drummond, Relatos da Vida - Um Conservador Integral, na Academina Mineira de Letras, em 2010.

Itamar Augusto Cautiero Franco(*)
Bacharelou-se em engenharia civil na Escola de Engenharia de Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora em 1955. Ingressou na carreira política em 1958 quando, filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), foi candidato a vereador de Juiz de Fora e mais posteriormente, em 1962, a vice-prefeito, não obtendo êxito em ambas as tentativas. Com o início do Regime Militar, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), sendo prefeito de Juiz de Fora de 1967 a 1971 e reeleito em 1972, quando dois anos depois, renunciou ao cargo para candidatar-se, com sucesso, ao Senado Federal por Minas Gerais, em 1975. Ganhou influência no MDB, assim sendo eleito vice-líder do partido em 1976 e 1977. No início da década de 1980, com o pluripartidarismo restabelecido no país, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), o sucessor do MDB. Em 1982, é eleito senador novamente,defendendo sempre as campanhas das Diretas já, e votando no candidato oposicionista Tancredo Neves para presidente na eleição presidencial brasileira de 1985. Migrou para o Partido Liberal (PL) em 1986, ano em que concorreu ao governo de Minas Gerais, mas foi derrotado, voltando ao Senado em 1987 pela terceira vez.
Em 1988, uniu-se ao governador de Alagoas Fernando Collor de Mello para lançar uma candidatura à Presidência e Vice-presidência do Brasil, pelo Partido da Reconstrução Nacional (PRN). Itamar, como Vice-presidente, divergia em diversos aspectos da política econômico-financeira adotada por Collor, vindo a retirar-se do PRN e voltando ao PMDB em 1992. Seguindo o impeachment do presidente, assumiu interinamente o papel de chefe de Estado e chefe de governo em 2 de outubro de 1992 e o papel de Presidente da República em 29 de dezembro de 1992. Foi em seu governo que foi realizado um plebiscito sobre a forma de governo do Brasil, que deveria ter sido feita há 104 anos; o resultado foi a permanência da república presidencialista no Brasil. Durante sua incumbência, foi idealizado o Plano Real, elaborado pelo Ministério da Fazenda. Foi sucedido pelo seu ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso.
Opondo-se fortemente a seu sucessor, Itamar cogitou candidatar-se a Presidente em 1998 e 2002, mas não prosseguiu com a ideia e elegeu-se facilmente Governador de Minas Gerais em 1998. Em 2002, apoiou a candidatura de Luís Inácio Lula da Silva e opôs à candidatura de José Serra, candidato apoiado por Fernando Henrique. Não tentou reeleição no estado de Minas Gerais. Lançou-se pré-candidato à presidência pelo PMDB em 2006, mas perdeu para Anthony Garotinho, tentando então para o Senado, perdendo a candidatura para Newton Cardoso. Em maio de 2009, filiou-se ao Partido Popular Socialista (PPS). (*) texto extraído da Wikipédia - Enciclopédia livre.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Retrato do Brasil

TODOS MENTEM. E NADA ACONTECE


Fábio P. Doyle, Jornalista
Da Academia Mineira de Letras

A falta de respeito à verdade, o achincalhe da lei, da justiça, o deboche dos que ignoram as proibições impostas pela legislação eleitoral, as trapaças praticadas pela rabulice sensacionalista, o silêncio imposto aos que poderiam contribuir para a apuração de um crime. Este o retrato do Brasil neste 2010.

NINGUÉM mais respeita ninguém. Nem a lei. Nem a verdade. Nem os compromissos assumidos. Nem os documentos assinados. Nem a evidência dos fatos. Nem as declarações feitas. Nem o interesse público. Não se respeita a autoridade policial. Nem o poder Judiciário. Descumpre-se tudo, e nada acontece.

O DESRESPEITO é geral, generalizado, atinge a tudo e a todos. Infelizmente, o exemplo vem lá de cima. Da presidência da República. Que infringe a lei eleitoral e debocha das punições impostas, ridículas multas de alguns reais. Que ameaça os que procuram, cumprindo suas obrigações funcionais, fazer obedecidos os limites da lei. Que chama uma procuradora que cuida de fiscalizar e punir os transgressores, de "uma procuradora qualquer". Um presidente que transgride a lei, é punido com a multa irrisória, para no evento seguinte, reconhecer o erro, pedir desculpas, e repetir a transgressão com o desplante de sempre, sorrindo feliz com a audácia costumeira. Cita novamente o nome de sua candidata, diz o que ela teria feito em benefício do país, defende sua eleição, tudo isso diante da platéia que o aplaude. Na platéia, ou melhor, na mesa que presidia o evento, estava o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, algo contrafeito com a situação, o ministro Ricardo Levandowski. Procurado pelos jornalistas presentes, que queriam saber o que ele faria diante da nova infração praticada em sua presença, respondeu apenas que a Justiça Eleitoral só se pronuncia quando provocada na forma regimental. Ou seja, alguém deveria acionar a corte que ele preside para que ela se manifestasse a respeito. E ficou tudo por isso mesmo.

DESRESPEITO, também, da candidata do presidente, sra.Dilma Rousseff, que assinou, e mandou protocolar no TSE, o plano do governo que pretende executar, se eleita. Plano que contém propostas radicais e extremadas, inclusive abolindo quaisquer medidas restritivas às invasões de propriedades rurais e instituindo o controle da imprensa por organismos governamentais. Diante da reação que o plano provocou na opinião pública, mandou retirá-lo do TSE, alegando que o documento teria sido assinado por ela sem que o tivesse lido com mais cuidado. Retirou o plano, mas deixou o grilo na cabeça dos que ainda a têm. Pois o plano, com todas as medidas radicais citadas e outras mais, faz parte do receituário governamental do seu grupo partidário. Da mesma candidata, todos ouviram sua afirmação de ter destinado ao metrô de Belo Horizonmte, quando ministra da Casa Civil, verbas que dariam para a ampliação das linhas atuais. Na verdade, o nosso pobre metrô de superfície não cresceu nem dez centímetros em todo o período lulista na presidência. A declaração não configuraria uma publicidade enganosa?

NEM o candidato a vice do grupo contrário escapa de afirmações apressadas e graves, no dia seguinte remendadas com nova versão. O sr. Índio da Costa, vice de Serra, foi infeliz ao dizer que o PT estaria envolvido com o narcotráfico praticado pelas FARC colombianas.Na verdade, ao que se sabe, o envolvimento é apenas com as FARC, não com o narcotráfico. O desdisse do dia seguinte não apaga os efeitos do que disse no dia anterior, prejudicando a campanha do seu candidato à presidência.

DIANTE de tanta falta de respeito à verdade, às leis, aos poderes constituídos, não se pode estranhar que os exemplos lá de cima contaminem os que estão mais abaixo. Alguns, muito mais abaixo. Como é o caso do inquérito policial que investiga a morte de uma pobre moça leviana que teve um caso, e supostamente um filho, com um famoso jogador de futebol do time mais popular do Rio. No inquérito, ninguém diz coisa com coisa. Nem o principal acusado, nem suas várias mulheres, namoradas, amantes, nem seus comparsas, nem seus advogados, nem as testemunhas. A mentira virou instituição. Os golpes, as trapaças supostamente jurídicas impedem a apuração perfeita do que aconteceu com a moça leviana.Testemunhas se recusam a colaborar com os delegados que investigam o caso. Ficam em silêncio, que só pode ser entendido como confissão de culpa, mas que não encontra punição necessária na legislação processual penal. Um advogado, sensacionalista, famoso pelo toque circense que dá às defesas que já fez, conseguiu juntar todos os envolvidos como clientes de seu escritório. Comanda o projeto de absolvição do principal acusado com mão de ferro, instituindo a lei do silêncio e permitindo apenas declarações eventuais destinadas a confundir, previamente combinadas e decoradas. Nenhum respeito pela verdade dos fatos, pelo interesse público de tudo apurar e esclarecer, de se fazer justiça. Pistas falsas são encaminhadas aos delegados, que perdem tempo esvasiando lagoas, quebrando paredes, escavando montanhas, à procura do corpo da vítima. Vítima que também, por mágicas certamente inventadas pelos defensor dos envolvidos, continuaria, mesmo evidentemente morta, a fazer compras no comércio carioca com seu CPF pesquisado por lojas. Defesa hábil e criativa, que manda suspeita cassar sua procuração, contratar outros advogados, com a missão de afirmar que a vítima, que teria morrido no dia 9 de junho, foi vista por ela, viva, inteira, no dia 10, tumultuando ainda mais a apuração da verdade.

ASSIM, senhores do conselho de sentença, caminha o nosso Brasil neste século que deixa prever dias piores, se não surgir um poder maior que restabeleça a ordem, a correção, a honestidade, o respeito às leis e à verdade. Está difícil.
Blog: fabiopdoyle.zip.net

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Operação "ficha limpa" é vitória política e moral da sociedade brasileira

26/05/2010
 Manifestantes "lavam" o Congresso Nacional para pressionar pela aprovação do projeto "ficha limpa"

Foi uma petição impressionante e inédita no Brasil. Mais de um 1,5 milhão de eleitores a assinaram; mais de 3 milhões a apoiaram na internet. E essa iniciativa popular, prevista pela Constituição, tornou-se lei, votada por unanimidade pelos deputados e senadores. Uma lei anticorrupção, com um nome simbólico: ficha limpa.
E o que ela diz? Que toda personalidade política condenada em primeira instância por órgão colegiado - a sentença de um único juiz não basta - por corrupção eleitoral, compra de votos ou desvio de verba será inelegível por oito anos. Essa sanção também afetará os espertinhos que, até agora, renunciavam ao cargo para escapar da justiça.

A adoção da lei “ficha limpa” é uma vitória política e moral espetacular da sociedade civil em um país onde a corrupção e seus corolários - nepotismo, clientelismo, favoritismo - corroem a vida pública em todos os níveis, dos ministros aos mais modestos vereadores. A opinião mostrou com impacto que ela não quer mais ser representada por políticos de “ficha suja”.

Tudo começou em setembro de 2009, quando o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), uma rede de 44 associações, apresentou sua petição à Câmara dos Deputados em Brasília. Uma iniciativa apoiada pela Igreja e por vários jornais. Dois meses depois, vídeos comprometedores mostravam o governador do Distrito Federal de Brasília, José Roberto Arruda, membro da oposição, recebendo gordos maços de dinheiro. Ele renunciou e passou dois meses na prisão.

Esse enésimo caso legitima um pouco mais a cruzada civil cuja dimensão pegou de surpresa a classe política. Ela se popularizou pela internet por meio do site Avaaz.org, movimento mundial que promove campanhas democráticas online. O texto da lei transitará entre as duas Assembleias durante oito meses.
Alguns políticos chiam, outros hesitam. Um senador teve a infelicidade de declarar que esse projeto “não é prioridade”, logo causando uma reação em massa da imprensa. Com a aproximação das eleições presidenciais e parlamentares de outubro, é definitivamente difícil ir contra uma corrente de opinião como essa. Por fim, os políticos pegaram o bonde andando e adotaram a lei em uma estranha sessão de autocongratulação coletiva.
Sua votação oportunista é uma homenagem do vício à virtude. Pois a Justiça tem uma grande clientela no Congresso Federal. Segundo o site Congresso em Foco, 150 parlamentares - 129 deputados e 21 senadores - têm pendências com o Supremo Tribunal Federal. Ou seja, um em cada quatro congressistas. Um deles é até acusado de estupro. Quase o mesmo número é alvo de uma investigação do Tribunal de Contas brasileiro.

Na lista da ONG Transparência Internacional, o Brasil ocupa, em matéria de corrupção, uma posição média: 75º lugar, em 180. Mas sua imagem sofre com a impunidade na qual é campeão. Desde a votação da Constituição, em 1988, o Supremo Tribunal condenou um único deputado federal. E mesmo assim, muito recentemente: nove anos após os fatos e doze dias antes de sua prescrição. Esse deputado pagou uma multa ridiculamente baixa em relação às somas que desviou quando era prefeito; e manterá seu mandato até as próximas eleições.

Nenhum político foi preso após o enorme escândalo do mensalão, que em 2005 quase provocou a renúncia do presidente Lula. Seu partido comprava generosamente os votos dos deputados aliados. O ex-chefe de Estado, Fernando Collor, cassado por corrupção em 1992 e destituído de seus direitos civis por oito anos, voltou ao Congresso, como senador. No Brasil, pecado de dinheiro não é mortal. E pratica-se muito a redenção.

Entretanto, a corrupção custa caro ao Brasil. Segundo recente estudo oficial, ela lhe custa quase US$ 40 bilhões por ano. Ela freia o crescimento, entrava a produtividade e envenena o ambiente para negócios.

É um objeto privilegiado de análise. Historiadores e sociólogos apontam para a tradição “patrimonial” herdada do antigo império, onde bens públicos e interesses privados confundem-se e onde a carreira política é vista primeiramente como um meio de enriquecer.

No Brasil, o respeito ao serviço público, o sentido do interesse geral e o pacto entre o contribuinte e o Estado têm dificuldade em prevalecer sobre os laços de dependência, as relações de clientelas ou as trocas de favores.

Para os iniciadores da campanha, a luta continua. Eles dizem que seu texto é só a primeira etapa de uma grande reforma política, prometida e depois abandonada por Lula, que codificaria, entre outras coisas, o financiamento das campanhas eleitorais.

Será que eles conseguirão vencer os velhos tropismos - ignorância, indiferença ou desconfiança - que mantêm o fatalismo da maioria em relação às tentativas de moralização política? A nova lei só se aplicará no momento das eleições municipais de 2012. Até lá, os “fichas sujas” ainda têm um pouco de tempo para suas manobras. Tradução: Lana Lim Cique aqui para ler a versão original em francês.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

9° Fórum Nacional de Primeiras Damas, Vereadoras, Prefeitas, Vice-Prefeitas, Gestoras Municipais, Empresárias e Mulheres Representantes de Entidades da Sociedade Civil Organizada

O Centro de Convenções Frei Caneca em São Paulo, à rua Frei Caneca, 569, Cerqueira César,  será palco para os debates sobre a atuação da mulher na política e em diversos setores empresariais e representativos de entidades da sociedade civil organizada. O evento é uma promoção da OBME-Organização Brasileira da Mulher Empresária, cuja presidente, Adelina Alcântara Machado, está entre os palestrantes e da Abramapos-Associação Brasileira de Mulheres de Ação Política e Social.  Amanhã, às 8h com a presença confirmada do governador José Serra, e estendendo-se até o dia 20, mulheres de todo o país reunem-se em torno de um objetivo comum: a importancia e os interesses da mulher no cenário nacional, principalmente na ação política entre outros em pauta.


Adelina Alcântara Machado, presidente da OBME

Para detalhes sobre o evento, vitise os sites: Abramapos e OBME