Holanda - Amsterdam
Viajar é uma aventura maravilhosa e montar um bom roteiro
exige uma pesquisa cuidadosa. Visitar outro país e conhecer suas atrações nos
dá a oportunidade de vivenciar, o mais de perto possível, o modo de vida local.
É um desafio, claro, pois os pontos turísticos costumam destacar a história do
lugar, mas nem sempre revelam o cotidiano e os hábitos reais da população.
No passado, eu costumava fazer viagens no estilo
"pinga-pinga", visitando vários países em sequência e perdendo um
tempo precioso em aeroportos e estradas. Claro que foram experiências válidas,
mas acima de tudo me ensinaram que quantidade não é sinônimo de qualidade,
cultura ou conhecimento. Quando o assunto é viagem, menos significa mais!
Vou contar um pouco sobre a minha viagem em 2018 pela
Holanda, Bélgica e Dinamarca, que incluiu ainda um bate-volta a duas cidades da
Suécia — um presente inesquecível do meu filho.
Agendei a viagem para o início de maio, em plena primavera, e logo descobri que essa é a melhor época para visitar Amsterdã. É nessa estação que as tulipas brilham no Keukenhof, a exposição de flores mais deslumbrante do mundo, mantida desde o século XVII e uma das principais atrações do país. Como tulipas e orquídeas são as minhas flores preferidas, ver o espetáculo sob um clima agradável foi um incentivo a mais!
Depois de pesquisar em diversos sites e ouvir sugestões de amigos que moram ou já visitaram a região, dei início à busca por hotéis e
opções de transporte.
Para viajar à Holanda na primavera, o ideal é reservar o
hotel com bastante antecedência, pois as opções se esgotam rapidamente, e os
preços sobem. Existem ótimas plataformas de busca, como Booking.com,
Hotels.com, Kayak e Trivago
(que compara tarifas entre diferentes sites), além do Airbnb,
ideal para quem prefere alugar quartos ou apartamentos.
Fique de olho em promoções de passagens e aproveite milhas
do Smiles ou de outros programas de fidelidade. Para planejar os deslocamentos
internos, uma excelente ferramenta é o Omio, que
compara as melhores opções de trem, ônibus e avião entre cada destino.
Procurei um hotel com bom custo-benefício, bem localizado e
com fácil acesso ao transporte público, que funciona com excelência na Europa.
A Chegada
Ao desembarcar no Aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, a
melhor alternativa — caso o seu hotel não ofereça traslado — é pegar o trem
direto para a Estação Central ou para a parada mais próxima da sua hospedagem.
No meu caso, o trajeto até o hotel seria mais barato de ônibus. Contudo, devido às bagagens, preferi ir de trem até a Estação Central e, de lá, pegar um táxi. O percurso custou cerca de 10 euros e valeu a pena pela rapidez, já que o trânsito nas ruas estava bastante lento.
Chegamos ao hotel por volta das 7h. Os dias de primavera são
bem longos e ainda estava claro, então deixamos as malas no quarto e saímos
imediatamente para explorar a cidade. Nosso primeiro destino foi o famoso Red Light District, bairro extremamente movimentado,
alegre e vibrante, conhecido por suas intrigantes vitrines.



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