sábado, 25 de outubro de 2014

Contos de Passagem, maravilhoso



A escritora Maria Lúcia Simões lança o seu mais recente livro: Contos de Passagem, que está maravilhoso, no dia 29 de outubro, às 20h na Academia Mineira de Letras, no auditório Vivaldi Moreira, à Rua da Bahia, 1466 - Lourdes, BH. O livro tem a apresentação da escritora Yeda Prates Bernis.



segunda-feira, 13 de outubro de 2014

A Igreja Católica e os gays - Um documento correto e bemvindo

por Reinaldo Azevedo
Veja.com 13/10/2014 às 16:10

“Os homossexuais têm dons e qualidades a oferecer à comunidade cristã? Seremos capazes de acolher essas pessoas, garantindo a elas um espaço maior em nossas comunidades? Muitas vezes, elas desejam encontrar uma igreja que ofereça um lar acolhedor. Serão nossas comunidades capazes de proporcionar isso, aceitando e valorizando sua orientação sexual, sem fazer concessões na doutrina católica sobre família e matrimônio?”

Essas indagações — que trazem em si a resposta — estão no documento que reflete os debates da primeira semana da assembleia extraordinária do Sínodo sobre a Família, que reúne 200 bispos no Vaticano e que tem como relator o cardeal húngaro Péter Erdo, de 62 anos, que frequentou a lista dos papáveis.

À diferença do que se diz por aí, não se trata ainda de um documento oficial do Vaticano, mas é evidente que se prenuncia uma mudança de tom muito bem-vinda da Igreja em relação aos homossexuais. É claro que eles têm dons e qualidades a oferecer à comunidade cristã. A Igreja pode continuar com suas posições doutrinárias sobre a organização da família — idealmente formada por heterossexuais casados — sem que, por isso, segregue os gays e, por exemplo, os heterossexuais que constituíram uma nova união.

Vocês conhecem muito bem a minha opinião a respeito. Ninguém é gay por escolha ou opção. Também não se trata de doença original ou de comportamento. Uma parcela de indivíduos de quase todas as espécies complexas conhecidas se sente atraída por outros  do mesmo sexo. E ponto. Não há nada a fazer a respeito. Igrejas são organizações sociais, compostas por seus membros, e fazem suas escolhas. Prefiro que o catolicismo inclua em vez de excluir; abrace em vez de rejeitar, sem que, para isso, precise abrir mão de sua doutrina. 

Na esfera puramente civil, defendo o casamento gay e a adoção de crianças por pares homossexuais, desde que tenham condições psicológicas e financeiras para isso — mas faço a mesma exigência aos casais heterossexuais. Isso não me alinha com o que chamo “sindicalismo gay”, cuja pauta militante contempla kits nas escolas com proselitismo sobre orientação sexual, a aprovação da chamada lei anti-homofobia — essencialmente um equívoco — e patrulha meio fascistoide de combate à chamada “heteronormatividade”, uma bobajada que supõe, no fundo, que a prevalência da heterossexualidade no mundo é só uma questão cultural. Obviamente, não é. 

Sei que é uma opinião sujeita a patrulhas as mais diversas. A linha de frente da militância gay acusa de “homofóbico” qualquer um que não adote a sua pauta. Para piorar, seres politicamente primitivos como uma Luciana Genro, por exemplo, pegam carona na causa e confundem o autoritarismo esquerdopata com a causa dos homossexuais. Alguém já viu esta senhora criticar a tirania cubana, onde gays são encarcerados só por serem gays? É claro que não! Se tiverem alguma curiosidade, procurem saber o que se deu com o bom escritor Reinado Arenas, narrada no filme “Antes do Anoitecer”, dirigido por Julian Schnabel. Gente como Luciana se alinha com a causa homossexual apenas porque considera que ela se opõe “à direita”. Querem outro exemplo? Sabem qual foi a principal acusação que o delinquente Nicolás Maduro, o ditador venezuelano, fez a seu opositor, Henrique Capriles? A de que ele é gay. As esquerdas ficaram caladas. 

Da mesma sorte, noto que a questão gay leva alguns ultraconservadores a babar de ódio, como se o mundo vivesse sob uma terrível ameaça. Isso é bobagem. A ameaça que há hoje nos países livres é contra a liberdade de opinião e expressão, isto sim. Cada minoria organizada tende a transformar seus valores particulares em imposições universais, tentando calar quem pensa de modo diverso. Reitero: tal ameaça só existe no mundo livre. Nas tiranias, por óbvio, não. Afinal, tiranias são. De novo, lembro a tal Luciana. Segundo ela, Levy Fidelix deveria ser algemado de um programa apenas porque se disse contrário ao casamento gay. Ela gosta é de ditadura, não de homossexuais.

Não acho que a comunidade cristã — e comunidade nenhuma — tenha algo a ganhar segregando os homossexuais porque homossexuais. E será dispensável lembrar aqui a contribuição de indivíduos nessa condição ao campo da ciência e das artes — inclusive cristãs. E sabem por que é dispensável? Porque não deixa de ser também uma forma de preconceito. Os gays têm o direito à felicidade ainda que não tenham nenhum talento especial, como não tem, aliás, a maioria dos heterossexuais. Os gays têm, em suma, o direito à normalidade. 

Por enquanto, o que se tem é um documento prévio do Sínodo. Espero que se torne um documento abrigado por toda a Igreja Católica.

domingo, 12 de outubro de 2014

Civilizar é preciso.

por Dora Kramer
Estadão/ Política  12/10/2104 

Não é bem verdade que o eleitor goste de debates programáticos. Depende dos debates e dos programas. Se for aquela coisa repetitiva sobre números que ninguém confere e questões fora do alcance dos comuns, realmente a coisa fica maçante. Despertam mais atenção desempenhos de nanicos histriônicos ou de candidatos que, livres das armaduras dos marqueteiros, falam a linguagem normal das pessoas.
Mas se for um bom embate conduzido por quem entende do riscado e não se deixa levar por truques nem se satisfaz com perguntas sem respostas, aí há uma chance de se substituir comparações estéreis entre governos passados, bate-bocas grosseiros e manipulações toscas por um confronto produtivo capaz de levar o eleitor a se decidir pelo melhor. Isso inclui não apenas os candidatos Dilma Rousseff e Aécio Neves, mas também seus apoiadores de maior visibilidade e experiência de governo comprovada. No caso presente há dois ex-presidentes da República no jogo.
Seria de todo útil, por exemplo, se Luiz Inácio da Silva e Fernando Henrique Cardoso aceitassem trocar algo mais que ironias por intermédio da imprensa. Poderiam se sentar frente a frente e abordar todos os temas pertinentes ao interesse nacional. Uma discussão mais elevada e politizada que essa posta a partir da distorção que Lula fez de uma fala de FH.
O tucano externou uma constatação sobre o mapa do resultado do primeiro turno dizendo que o PT cresceu nos grotões onde se concentra o eleitorado com menos escolaridade e menor renda. O petista reagiu dizendo que o adversário havia qualificado os nordestinos como ignorantes e desinformados.
Na tréplica, Fernando Henrique apontou que Lula estava querendo transformar uma categoria do IBGE em insulto e que "daqui a pouco só será ouvido em programas humorísticos". FH fez sociologia onde caberia um pouco mais de prudência política e Lula exercitou sua arte de se apropriar da palavra do outro para criar antagonismos ao seu gosto.
Agora são os pobres e os nordestinos. Como se não houvesse pobres e nordestinos em São Paulo, onde o PT colheu seu mais retumbante fracasso. O partido pôs o mote do preconceito na mesa e saiu acusando o oponente de ser preconceituoso. Estabelece a divisão para em seguida dizer que o adversário quer dividir o País.
O truque é tão ultrapassado e deletério quanto as carcomidas práticas da "velha política" da qual faz parte a manipulação marqueteira que explora dicotomias como essas de pobres contra ricos, sudeste contra nordeste, escolarizados contra iletrados e por aí afora.
Nessa eleição, o que o PT não quer discutir é o fato notório de que a maior parte de seu eleitorado é de dependentes de programas assistenciais. Isso leva o partido a ter clientela e, portanto, à necessidade de mantê-la fiel, necessitada e agradecida.
Na reforma da política caberia um item indispensável: o início do processo civilizatório das campanhas eleitorais. Não precisam ser maçantes, exclusivamente programáticas. Elas podem ser emocionantes, incluir ataques e atacantes. Não necessariamente primitivos e trapaceiros.
Valor do passe. Marina saiu da eleição, mas a eleição não saiu de Marina, como se vê pelas exigências a conta-gotas para apoiar o tucano Aécio Neves. Dá a impressão de querer prolongar os momentos de protagonista vividos no primeiro turno.
Quanto mais o tempo passa, menos valorizado fica o apoio de Marina, uma vez que o eleitorado, conforme demonstram as primeiras pesquisas, já vai se definindo independentemente da posição dos partidos e dos políticos. De ávido por uma palavra da ex-senadora no início da semana passada, o tucano chegou à sexta-feira dizendo que ela ficasse à vontade quanto ao momento e a conveniência de se definir.
Observação  Marina Silva declarou o seu apoio a Aécio Neves, há uma hora.

domingo, 21 de setembro de 2014

Nova loja da Abatjour de Arte apresenta Reinvenção

A empresária Adriana Vasconcelos, expert na arte de receber brilhou na inauguração de sua Abatjour de Arte, na última terça-feira, 16 de setembro. O coquetel contou com a presença de aproximadamente 400 convidados, sendo eles amigos, clientes, arquitetos, decoradores e artistas. Fazendo as honras da casa juntamente com Adriana a arquiteta e sócia Natália esbanjavam simpatia e profissionalismo.

Os clientes recebem um brinde especial, a exposição “REINVENÇÃO” – olhar criativo de quinze expressivos designers e suas atuações no campo da moda, arquitetura, gastronomia e artes plásticas – Andrea Gomes, Camila Faria, Cristiano Sá Motta, Daniela Karam, Fernanda Santiago, Fernando Pacheco, Fernando Vignoli, Graça Ottoni, Gustavo Penna, Isabela Vecci, Martielo Toledo, Miriam Quick Doll, Pedro Lázaro, Rodrigo Cezário, Victor Dzenk.  Luminárias foram customizadas por esses profissionais, espelhando a personalidade de cada um. As peças serão comercializadas durante a mostra e a renda obtida será generosamente revertida para programa social. A exposição tem como curador Marcelo Brasiliense e se estende até 17 de outubro.


A nova Abatjour de Arte está agora num belíssimo imóvel tombado, datado da década de 50, no bairro Sion. Vale a pena conferir! Fotos J. Urias

Abatjour de ArteRua Califórnia, 150 – próximo a Av. Uruguai – Sion Exposição “REINVENÇÃO”: até 17 de outubroabatjour@abatjourdearte.com.br   


Adriana e Natália entre os artistas
Ana Paula Luchesi, Anaine Pitchon, Graziela Nicolai
Angela Roldão, Micheliny Martins
Beatriz Siqueira, Valéria Leão, Luciana Catão
Eduarda Correa e Laura Rabe
Eloi Oliveira, Natália Vasconcelos e Dirceu Oliveira
José Alberto Figueiredo, Beth Marquez, Dante Lapertosa
Josette Davis, Laura Rabe, Rosangela Brandão
Natália Vasconcelos e Adriana Vasconcelos

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Rota da amizade do Projeto Educantur

O majestoso Hotel Renar será mais uma vez palco de um grande evento. O lançamento na Rota da ​a​mizade do Projeto Educantur, criado há quatro anos, com base em estudos sobre sazonalidade, no Estado de Santa Catarina e sobre educação fora da sala de aula.

Nova coleçãp da Trussardi para a primavera e verão

Nada melhor do que reunir clientes em um coquetel para apresentar as novidades. Foi o que Cássia e Jorge Papazoglu fizeram na loja de Lourdes. A coleção Trussardi vem inspirada nas viagens glamourosas dos mais luxuosos trens do mundo com suas belíssimas rotas, repletas de paisagens inesquecíveis. Fotos Leca Novo.

Simone e Renato Arcuri
Tania Brum, Adelisa Melo e Soraia Sá
Susana Salinas, Thelminha Di Vescovix, Vera Faria e Dalva Camilo
Angelica Araújo, Carla Fontoura e Daniela Guide
Angelo Coelho, Valéria Alves e Márcia Mundim
Betti Cabral, Margiane Camilo, Roziane Faleiro e Sandra Rodarte
Carolina Morrison, Jorge Papazoglu e Beatriz Toledo
Denise Guerra, Vera Faria, Maria La Porte
Humbertinho Alves Pereira, Jorge Papazoglu e Leo Hamilton
Lê Diniz e Cássia Papazoglu

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

É a estupidez, estúpido!

11/09/2014

 O fator mais influente desta eleição presidencial é a ignorância do eleitorado. As  campanhas miram na ignorância das massas e nela investem suas forças. Não  para esclarecê-las, mas para eleger seus candidatos. Isso não é ilegal e é muito  eficiente. Mas para onde vai nos levar? E para onde não vai nos levar?

 Países como Reino Unido e Espanha sofreram pesadamente com a crise  econômica global, mas os eleitores espanhóis e britânicos elegeram partidos da  oposição que prometiam apertar o cinto para arrumar as contas públicas e depois  voltar a crescer. Votaram pela austeridade em plena crise porque ouviram e  concordaram com os argumentos dos que a defendiam. E hoje começam a sair da  crise com as finanças públicas mais fortes.

 Corta para o Brasil. Quem ousa propor austeridade pública, um princípio no  mínimo defensável em qualquer momento e especialmente aqui e agora, é  acusado imediata e intensamente de insensibilidade com o povo, antipobre, pró- demissões, vendido aos banqueiros, capitalista desalmado etc.

 Qualquer debate minimamente propositivo e esclarecedor é transformado  deliberadamente numa lama que deixa tudo no chão. O cinismo adiciona insulto  à injúria.

 Assim como no resto da América Latina, o Estado é visto no Brasil como  provedor natural de benesses à população tão sofrida e maltratada. O problema  da solução populista é que, além de ineficaz, é sempre irracional e emotiva.

 Os fatos são menos importantes que as ideias _uma verdade "maior" se impõe,  mesmo que negue verdades verificáveis e históricas. O discurso do governo sobre  a recessão (negando dado divulgado pelo próprio IBGE), sobre o atraso de obras  (só não atrasa obra quem não faz obra) e sobre a corrupção (mais casos de  corrupção são investigados agora porque o governo permite essas investigações)  são exemplos de como se estima a inteligência popular.

 James Carville, marqueteiro americano, cunhou frase imortal na primeira eleição  de Bill Clinton contra Bush pai, em 1992: "É a economia, estúpido". Fazia  referência à crise econômica nos EUA que impediria a reeleição do presidente  republicano. No Brasil, diante de uma estagnação em grande parte causada pelos  erros grosseiros de política econômica do time Dilma, a eleição atual pode  tropicalizar a regra de Carville para "é a estupidez, estúpido".

 Paulo Francis dizia (provavelmente citando alguém) que ninguém nunca perdeu  dinheiro apostando na ignorância do povo. Talvez nem eleição. Como disse Lula,  será um longo segundo turno. 

Happy Hour na Taberna Baltazar

Muito agradável a "Happy Hour" promovida pela Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil - Minas Gerais, na terça-feira, dia 9 de setembro, na Taberna Baltazar, um agradável e tradicional ponto de encontro e restaurante na esquina das Ruas Oriente e Caraça, na Serra. Ótima opção para degustar a deliciosa cozinha portuguesa e, aos sábados, magnífica e concorrida feijoada brasileira!

Prestigiando o encontro, onde os participantes trocavam cartões e alinhavam negócios, a nova Consul de Portugal em BH, Maria Joana Nunes Pinto Caliço, cuja simpatia conquistou a todos. Ela ostenta uma "bariguinha" em que gesta o segundo filho, agora um varão.

Consul de Portugal em BH, Maria Joana Nunes Pinto Caliço, Diretores da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil-MG/CPCBMG: Dulce Nascimento e Marco Antonio Borges, Conselheiro da CPCBMG e o Desembargador Antonio Armando dos Anjos
Presidente da Master Turismo e CPCBMG: Fernando Dias, Consul de Portugal em BH:  Maria Joana Nunes Pinto Caliço e Fernando Varela
 Mario Lúcio Caldeira Brant, José Lopes, Conselheira da CPCBMG: Maria Vitoria Capelão, a advogada Lúcia e Suzely Ortênzio
Ronaldo Lúcio, Armando Galizzi Martini e Marcos Elizeu
 Nuno Pinto, Izabel Baltazar, Fernando Dias e Gonçalo Pimentel

 Mario Lucio Caldeira Brant, Salvador Aguiar e John Michael Lund
Nuno Pinto, Maria Joana Nunes Pinto Caliço, Fátima e Raul Penna, Dulce Nascimento.

sábado, 16 de agosto de 2014

"Não creio nas bruxas, mas elas existem!"

Pelo sim, pelo não, vamos torcer para que o vidente acerte, pois será muito bom para o Brasil ficar livre do PT!

 
Notem que ele não fala o nome de Eduardo Campo, mas de Marina e do pernambucano...Será?

Momo foi cenário de celebração

A confeitaria Momo foi o local escolhido por Albertina Moura, para que os amigos de David Faria, celebrassem o aniversário do jovem advogado que no dia exato, escolheu estar no Chile.
Estefânia Meireles, Pedro Paulo Souza, Poliana Oliveira e Luna Rezende
O aniversariante, David Faria e amigos que cantavam a tradicional "Parabéns para você!"
David Faria com Suzely Ortênzio, Maria Elvira Sales Ferreira e Albertina Moura
Yukari Hamada e Ábia Botelho Serra e Silva
Maria Elvira e a também aniversariante da noite, Nara Ferraz

Médico e empresário realizou sonho de ter próprio hospital!


Nascido no interior de Minas –Santana de Pirapama– e criado numa fazenda, José Salvador Silva tinha um sonho desde a infância: ter seu próprio hospital. Há 34 anos, abriu o Mater Dei, em Belo Horizonte. Hoje com 83 anos, continua à frente dos negócios.
"Doutor Salvador", como é conhecido, dedicou 60 anos à medicina. Fez 20 mil partos e chegou a atender quatro mulheres de gerações diferentes da mesma família. Há dois meses, seu hospital inaugurou uma nova unidade, construída sob sua supervisão. Recusou as tentativas de compra que recebeu de grandes companhias. "Sonho não tem preço", diz ele.
Apaixonado por literatura e biografias ("histórias das quais se aproveite algo"), ele diz que está preparado para morrer, "mas não para ficar cego".
O médico e empresário mineiro José Salvador Silva, no Hospital Mater Dei, que fundou, em Belo Horizonte
Minha tia morreu de parto, a primeira mulher de papai morreu de parto, a primeira mulher do meu sogro morreu de parto. Naquela época, isso marcava muito as famílias e pode ter me influenciado.
Sempre fui sonhador, idealista e tive o sonho de ser médico, fazer um hospital, com atendimento humanizado.
Mas nunca imaginei que pudesse ser um tão grande assim.
Como não tinha parentes em Belo Horizonte, fui quando criança para um colégio interno para onde iam os meninos mais bagunceiros.

Sofri muito, me ironizavam porque eu era um capiauzão [caipira].

Talvez ali tenha aprendido a lutar e enfrentar as dificuldades da vida. Tem uma frase do Nietzsche de que eu gosto muito: aquilo que não te destrói te torna mais forte.

Depois, fiz o ginásio e mamãe já estava em Belo Horizonte com meu irmão -papai ficou na fazenda. Me preparei para o vestibular de medicina na UFMG e passei de primeira.

Quando me formei, trabalhava dia e noite em vários hospitais de Belo Horizonte.
Descobri que, na vida, para conseguir realizar um sonho maior, precisa de três coisas: primeiro, trabalho; segundo, trabalho; e terceiro, trabalho.

Eu fiz isso pra valer.

Dormi uma média de quatro horas por noite durante mais de 30 anos.

O primeiro parto foi em 1953, por aí. Era menino. A mãe era uma pessoa muito humilde e resolveu colocar o meu nome no filho.

O hospital municipal atendia pessoas muito pobres. Eu atendia tão bem lá que depois as principais indicações que me mandavam no consultório particular vinham daquelas mulheres simples.

Vinham as patroas.

Há famílias em que eu fui médico de quatro gerações. E, desde então, fiz mais de 20 mil partos.

Fiquei 12 anos sem tirar férias. Era plantão o tempo todo. Minha mulher, Norma, também é médica e entendia.

Fizemos faculdade juntos e tivemos quatro filhos. Só o Renato não é médico.
Eles sempre viram uma dedicação tão grande da minha parte e da Norma que é por isso que são ginecologistas.

Mas nunca deixei a família de lado.

SONHO COM PÉ NO CHÃO
Minha vida era uma loucura, mas todo dia na hora do almoço nós estávamos juntos. Mesmo trabalhando muito, sempre estive perto deles.

Procuro sonhar com a cabeça lá em cima, mas com os pés na terra, vendo o que é possível e viável.

Temos a maior clínica ginecológica de Belo Horizonte, mas, com honorário médico, jamais conseguiria fazer o Mater Dei. Imaginei que tinha de ter outra atividade lucrativa. E foi a construção civil que possibilitou que o Mater Dei existisse.

Inauguramos o hospital em 1980. Começou pequeno, com oito andares e 150 leitos. Em junho deste ano, inauguramos o novo hospital.

Belo Horizonte tem um deficit de leitos, então decidimos ampliar. Nosso pronto-socorro novo é cinco vezes maior que o primeiro.

Os filhos foram muito bem preparados. Hoje, posso morrer que o hospital vai continuar muito bem com eles.

LITERATURA
Estou pronto para morrer, mas não para ficar cego. Ler é uma das coisas de que eu mais gosto. Nunca tomei um comprimido para dormir.

Se eu perco o sono, eu levanto, leio um pouco e aí durmo muito melhor. Gosto de boa literatura e de biografias, que trazem uma história de que se possa tirar proveito.

O Mater Dei cresceu, evoluiu e algumas vezes apareceu gente querendo comprar. Sabe qual foi minha resposta? Vocês não têm dinheiro para pagar. Eles riem na minha cara. Falam que eu estou dizendo bobagem, que eu não sei o quanto eles têm.

É que um sonho não tem preço. Não há dinheiro que pague. Teve muita renúncia. Acho que aquele menino que sonhava ser médico hoje falaria: valeu a pena.
É o que disse Fernando Pessoa: tudo vale a pena se a alma não é pequena. Se o sonho não é pequeno. (Leia a matéria no site da Folha)


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Onodera Estética promove o lançamento Maximus

Onodera Estética
Lançamento Maximus
O lounge da Pizzaria 68 foi o local perfeito para o evento que a clínica Onodera Estética, que está localizada à Rua Conde de Linhares, 326, na Cidade Jardim, ofereceu para apresentação do mais novo aparelho para tratamento facial – Maximus – que melhora o contorno do rosto e rejuvenesce a pele.

O evento contou com a palestra da jornalista e blogueira Cris Guerra que deu um show na apresentação, abordando o tema: moda e autoestima. Clientes, amigos e muitas mulheraes elegantes, bonitas, e antenadas com a beleza passaram por lá. A noite foi regada a muito champanhe.

Marina Diniz e Janaína Rodrigues, que já administram a clínica há um ano e meio na capital mineira, comemoram o sucesso e apostam neste novo serviço para agregar aos tantos outros que a clínica oferece. Fotos Liliane Silva.
Cris Guerra e Mabel Garcia 
Marta Guerra, Jader Kalid e Eveline Buzatti
Alexandra Medrado e Consuelo Greco

Simone Mota, Agda Costa e Ana Maria Melo

Maria Tereza Lisboa e Jusfara Penedo
Angela Campelo e Marina Diniz
Regina Elisabeth Ferraz e Cristina Dayrel
Andrea Buratto e Ana Lúcia Cabral
Marta Barbosa e Suzana Salinas

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Charme e animação marcaram a inauguração da Music Produções

O coquetel de lançamento da Music Produções dos sócios Carlo Dee, Maurício Lobato e Daniela Madureira movimentou o bairro Belvedere esta semana. Parceiros de eventos, cerimonialistas, Djs e amigos a noite foi das mais agradáveis e se estendeu até altas horas. Destaque para a apresentação da banda Bossa 3, Dj Vavá além do belo serviço do buffet Club do Chef e drinks do Mais Bartenders! Fotos de Cacá Lanari.
Alessandra Dias, Daniela Nadureira e Josi Fiuza
Cláudia Cavalcanti, Walter Garcia e Kívia Cury
Cris Gontijo, Carlo Dee e Ana Vilela
Maurício Lobato, Daniela Madureira e Carlos Dee
Amélia Ávila e Daniela Bicalho
Daniela Madureira e Pedro Lobo